31/10/2005

Gestión y práctica artística

Panelistas: Ricardo Basbaum, Reinaldo Laddaga, Jaime Iregui
Moderación: Diana Aisenberg

 

Diana Aisenberg

 

Vamos a presentar el tema de este primer debate: “Gestión y práctica artística”
Gestión artística: ¿obra, contexto de obra o estrategia de construcción de poder?
¿Cuál es la motivación de los artistas para expandir su práctica, responsabilizándose de aspectos relativos a la distribución, la circulación y la interacción con el público?
¿De qué manera se inscribe esta práctica en la noción de espacio público en los tiempos de la globalización?
Con nosotros están Ricardo Basbaum (Río de Janeiro, Brasil). Reinaldo Laddaga (Rosario, Argentina- Atlanta, U.S.A.). Y Jaime Iregui de Esfera pública (Bogotá, Colombia).
Vamos a empezar por Ricardo Basbaum: Artista, escritor, crítico y curador, nació en San Pablo en 1961. Doctorado en la ECA/USP. Profesor del Instituto de Artes de la Universidad del Estado de Río de Janeiro, donde ocupa el cargo de Director desde 2004. Organizó la colección Arte Contemporânea Brasileira – texturas, dicciones, ficciones, estrategias (Contra Capa, 2001). Colaborador de los libros The next documenta should be curated by an artist, Ed. Jens Hoffmann, New York, Revolver, 2004, e Interaction: artistic practice in the network, Org Amy Scholder y Jordan Crandall, Nueva York, Eyebeam Atelier y D.A.P., 2001, entre otros. Ha publicado diversos textos en revistas especializadas y catálogos, en Brasil y en el exterior. Entre 1999 y 2003, fue co-director de la iniciativa independiente Agora - Agencia de Organismos Artísticos. Co-editor de la revista “item”, dedicada al arte y la cultura contemporánea. Curador de la muestra Mistura + Confronto (Porto, 2001), y co-curador del Panorama da Arte Brasileira 2001 (MAM-SP).

Ricardo Basbaum

Gracias Diana. Queria agradecer a Cláudia, Marina, pelo convite para participar deste evento tão interessante, tão importante.
Primeiro eu queria colocar que eu vou falar em português. Porque para falar em portunhol é preciso ter, assim, uma situação muito confortável, porque no portunhol não está nem o espanhol nem o português e acabamos inventando palavras que não existem. Ok vou falar bem devagar. Dá pra entender? Vamos aos poucos encontrando a velocidade.
Bem, esse tema da conversa de hoje: Práticas artísticas contemporâneas com produção de pensamento e construção da intervenção me interessa por ter trabalhado durante mais de três anos com estratégicas de ação que se relacionam com a prática do artista. Eu sendo artista tendo um trabalho na área contínuo por cerca de 20 anos ou mais me envolvi em diversos momentos em ações e manobras junto com outros artistas. Sempre, isso é importante enfatizar, nunca como uma ação solitária, sempre como uma ação coletiva, ou de grupo, em diversos momentos, no sentido de construir o local para os trabalhos acontecerem junto ao circuito.Como se não fosse suficiente apenas produzir a obra, como se fosse também necessário produzir a obra e a mediação para que ela produza algum efeito. Essa constatação se deu um pouco no fazer, na prática, e hoje me parece óbvia, esse ponto me parece muito claro. Não há como produzir uma obra como artista sem compreender todas as mediações que são necessárias para que o trabalho aconteça, de alguma maneira. Sempre há mediações. Sem mediações o trabalho não sai da esfera do artista, do estúdio, do ateliê, de onde seja. Então o primeiro ponto que queria colocar é que me parece muito claro que a posição do artista contemporâneo, essa condição de ser artista contemporâneo inclui a prática do agenciamento, da curadoria e da crítica. Três nomes, três termos que dizem respeito a esse deslocamento pelo circuito e deslocar outros, outras pessoas, outros artistas, outros cúmplices. A curadoria como possibilidade de produzir eventos, construir eventos, fazê-los acontecer de alguma maneira. E a crítica como a possibilidade de trabalhar também com uma prática, a questão do discurso crítico, histórico, conceitual. Então, mesmo que o artista não exerça esses fazeres, são práticas, a condição do artista contemporâneo indica essa possibilidade de deslocar-se. O ano passado aqui em Buenos Aires num projeto que aconteceu no Malba idealizado por Santiago García Navarro chamado “Formas de pensar” do qual tomei parte com um trabalho meu neste evento que aconteceu em fevereiro de 2004 no Malba. Apresentei quatro “charlas” sobre esse tema: o artista como agenciador, como curador e como crítico. Então, é claro, que não vou repetir isto, sobretudo, porque a questão deste painel ultrapassa um pouco isso. Mas só para começar, iniciar, eu gostaria de enfatizar que me parece que é parte da condição mesmo, da prática, do artista contemporâneo, não é necessário sair da condição de artista para exercer a crítica, a curadoria, o agenciamento. Nada disso é exatamente novo, toda a arte do século XX, a arte moderna, indicou que em diversos momentos, artistas que fizeram esses trabalhos. É só a gente pensar nas vanguardas modernas, em diversos momentos, vemos os artistas organizando, contatando grupos, produzindo revistas, produzindo eventos, exposições. Então, de alguma maneira, nada disso é exatamente novo e tudo isso, de alguma maneira, também se conecta de maneira muito próxima com a prática dos artistas modernos e contemporâneos. Sempre houve essa condição. Claro, que no final do século XX e agora no século XXI ganha-se um outro formato, sobretudo, porque estamos numa relação já, enfim, desde os últimos 30 anos, se quisermos, do século XX em que o campo da arte e da cultura vem sofrendo uma pressão, um contato difícil, com o mundo de uma economia agressiva de mercado, num jogo financeiro que se costuma denominar de neoliberalismo, economia globalizada esses cartéis tecnológicos formados pelas mais altas tecnologias. E hoje podemos estabelecer uma oposição muito simples entre, por um lado, as iniciativas independentes dos artistas e, por outro lado, para construir oposição, por exemplo, um projeto como o Museu Guggeheim, com um exemplo de projeto artístico cultural de grande escala, movido por esses capitais financeiros e de alta tecnologia. Somente para criar oposição e esses espaços hoje são tão importantes, não só aqui na Argentina, no Brasil, em todos os países que estão aqui e pelo mundo, como uma recuperação de uma possibilidade de organização frente a este novo quadro econômico. Então, o que me parece importante aqui enfatizar seria essa conexão que a iniciativa dos artistas pode estabelecer entre as práticas dos artistas, os jogos de linguagem, as suas experiências de trabalho e a iniciativa de artistas, o grupo, o coletivo. Então, me parece, esse o ponto principal, que mais me interessa, que experimenta linguagens e temos aí disponíveis diversas possibilidades de ação, vídeo cultura, linguagem intermédia, recursos tecnológicos, performance, etc. intervenções no espaço urbano, utilização dos recursos de níveis mais diversos. Mas a iniciativa de artistas me parece, que se torna mais contundente, relevante, mais clara na sua intervenção quando produz essa conexão entre experiência, prática e construção de um modelo de agenciamento disso tudo. Então, gostaria de enfatizar a importância dessa “não separabilidade” entre linguagens artísticas e agenciamento, ou seja, as iniciativas dos artistas não são simplesmente construir um espaço, uma caixa vazia e colocar dentro os trabalhos e levá-los. É muito mais uma tarefa de inventar um modelo também de organização em relação direta com as linguagens que estão sendo inventadas, experimentadas. Esse seria o desafio, a dificuldade e também o ponto que produz efeitos mais interessantes, mais importantes quando são bem sucedidos. O que me parece mais interessante, mais significativo, realmente, seria quando há uma convergência entre experimentação plástica e os modelos de agenciamento de administração que estão sendo pensados, ou seja, não se trata de pegar um modelo pronto e colocar obras de arte dentro ou simplesmente pensar um modelo vazio. Essa seria a situação institucional mais comum, em que há uma separação entre o agenciamento e a produção das obras de arte e que, portanto essa separação não produz toda a potência que as obras podem ter em termos de seus efeitos, das suas transformações ou intervenções que se pretende. É claro, que aí, temos as experiências de linguagem porque muitas vezes temos que tomar cuidado porque se não percebemos essas conexões a iniciativa pode se mostrar estranhamente reticente frente à obra de arte. Parece que a presença da obra de arte pode ameaçar a iniciativa, isso parece paradoxal, mas em muitos depoimentos, às vezes, há uns detalhes que mostram, às vezes, um temor da experiência, da obra de arte no sentido de que ela pode ameaçar certos modelos administrativos ou mesmo colocar dificuldades na relação ou a sociedade porque é complicado mesmo. Então, é um trabalho muito de sintonia fina, um trabalho difícil em tentar aproximar as experiências artísticas e os modelos de agenciamentos disso. Claro, que o tema dessa mesa se coloca em torno do poder. O que fazer com esse poder, quer dizer, interessa à obra buscar apenas poder de inserção num circuito? De algum modo, sempre a arte e o poder mostram algum tipo de relação mútua, há uma fascinação, sobretudo, por parte do poder de cercar-se do que se chama arte, isso vemos através dos séculos e não é diferente hoje. No Brasil, por exemplo, temos neste momento, todos os bancos privados, instituições bancárias privadas com seus centros culturais. O Banco Itaú, o Banco do Brasil, Banco Santander, a ponto de, por exemplo, como os bancos são os únicos que têm recursos para produzir os eventos nos perguntamos, bem, a história da arte no Brasil hoje está sendo feita pelos bancos? Porque são os únicos que fazem uma exposição e produzem um catálogo. Os museus não têm recursos para produzir os catálogos, por exemplo. No Rio de Janeiro, retrospectivas são feitas pelo Centro Cultural Banco do Brasil com o dinheiro público, de alguma maneira, mesmo que seja dinheiro público, através da isenção de impostos, os interesses do banco predominam sobre o interesse público, de uma certa maneira. Agora, se os centros de poder querem cercar-se das obras de arte não é gratuitamente porque também a obra de arte tem uma possibilidade de construir centros de poder, pontos de atração, pontos de intensidade que atraem coisas que estão em torno. De certo modo, poderíamos afirmar que a arte constrói-se a partir desta possibilidade de construir centros, pólos de atração. Este é um recurso que o campo da arte possui, que os artistas possuem de certa maneira, claro que não de um modo isolado, com muita atenção para todas as mediações que são colocadas em funcionamento. Mas a produção da obra de arte, de alguma maneira, está ligada a mecanismos de atração, de envolvimento, de sedução, no sentido da produção seguida de efeitos, então a obra de arte e essas possibilidades de construções de centros móveis e esses centros móveis, esses pólos, aglutinam, atraem. Para a construção desses centros é necessária uma atenção para a produção das linguagens artísticas, das experiências que se fazem. E o que fazer com esses centros, o que fazer com este poder de atração e também de repulsão é claro, que as obras possuem? Me parece que as iniciativas de artistas utilizam, procuram colocar de modo afirmativo esta possibilidade que a arte possui de construir um lugar, afirmar um lugar. Por isso, inclusive, algo que me pareceu muito interessante numa apresentação de ontem do Grupo Ceia de Belo Horizonte, de que essas iniciativas não podem apenas justificar-se pela carência, pela falta, pela inadequação de um circuito que não responde. Elas também têm que procurar afirmar-se justamente não no que já existe no circuito, mas justamente pela sua força de construir esses lugares de atração, pelo poder que a arte possui de afirmar um lugar e em torno desse lugar construir uma série de efeitos. Me parece que isso é muito importante de se perceber, de se compreender e se investigar. Claro, que não são centros definitivos, são centros móveis, são centros muitas vezes efêmeros, mas que funcionam e que instituem velocidade de deslocamento. O interesse é que essas mediações produzem. Cada nova proposta artística provoca um jogo, uma cadeia de mediadores e acelera, desacelera, multiplicam, disseminam, fragmentam, amplificam as questões que os trabalhos de arte produzem de uma certa maneira. É interessante perceber que a chamada arte conceitual, que se costuma localizar em meados dos anos 60 e 70 foi um momento em que essas ferramentas todas para lidar com o circuito vieram à tona, à superfície, vieram para um primeiro plano. A arte conceitual com suas estratégias de desmaterialização da obra de arte fez diminuir a materialidade da obra ou colocar para um segundo plano e trazer para um primeiro plano o que se queria invisível. Todo esse jogo de relações, por exemplo, entre a obra, e o circuito, a própria idéia de circuito de arte, sistema de arte, campo de arte, aparecem com muita clareza a partir das obras de arte conceitual. O que era antes invisível torna-se visível e me parece uma questão muito importante apontar esta emergência de uma dimensão do que se apontava como invisível da obra de arte vindo para o primeiro plano. Ou seja, essas coisas que emergem para o primeiro plano, que eram antes invisíveis, hoje são as nossas ferramentas de trabalho para intervir no circuito de arte. Se podemos perceber o que se pode chamar de uma topologia do circuito, as suas linhas, ou de certa maneira, forma, a sua dinâmica, as suas regiões de fronteira, de vizinhança, ou seja, podemos apontar, de alguma maneira, as características de um circuito. Com muita clareza, hoje, isso é conseqüência também da arte conceitual e também de uma série de saberes que emergem na metade do século XX como a cibernética, estruturalismo, que nos ajudaram a perceber como a produção de conhecimento não está longe, não está dissociada de uma certa configuração espacial, de um deslocamento desse conhecimento por algum tipo de recurso. Então, temos hoje ferramentas para pensar as linguagens artísticas no sentido de produzir também desvios, outras vias, cortes, através de pensamentos, túneis, pelo circuito. E me parece que uma conseqüência muito importante disso é uma dupla concepção. Ou seja, não temos como, hoje, ver uma obra isoladamente do seu contexto, nós percebemos as duas coisas, tanto o aspecto material da obra quanto o que era antes invisível. Quando olhamos um trabalho, um objeto, se quisermos, esse objeto se torna visível, e também todas as suas conexões que passam a ser objetos visíveis para nós. Essa me parece uma questão muito interessante. Essa questão da dupla condição da nossa percepção, a percepção que nos foi trazida pelas experiências da arte contemporânea com certeza, por exemplo, a arte conceitual. Ver uma obra e não separar essa percepção de uma percepção que também nos permite ver ou perceber, de alguma maneira, isso é da ordem do sensível, porque não há mais separação a esse agregado que é conceitual e sensível ao mesmo tempo, perceber como essa conexão está ali presente. Então, se entramos em uma galeria, num museu e vemos um trabalho, por exemplo, ao mesmo tempo, percebemos que aquele trabalho está ali por uma série de condições, ou seja, por questões de discurso crítico, histórico, questões econômicas e assim por diante. E ao mesmo tempo, se conseguimos perceber essas coisas também percebemos que a produção da obra por parte do artista. Uma conseqüência dessas mediações que vão sendo construídas ao mesmo tempo também produz uma intervenção nesse circuito. E as iniciativas de artistas, me perecem, ser justamente um trabalho acerca dessas mediações que vão sendo elaboradas no sentido de construir contato da obra com um circuito mais amplio ou com a sociedade, se quisermos. O circuito, como sabemos, não tem escala, por exemplo, podemos dizer, bem, o Museu Guggeheim é muito grande, gigante, a iniciativa de artista é muito pequena, micro. Macro e micro. Ao mesmo tempo, se essa iniciativa de artista é atravessada por conexões, cruzamentos intensivos internos e constantes. Esta pequena iniciativa está produzindo uma situação de intensidade artística cultural, produção de pensamento, que talvez, este outro grande centro, macro, não esteja produzindo por não estar sendo atravessado pela mesma intensidade. Isso, é claro, traz para as mãos dos artistas, ou para esse grupo, e quando digo artistas estou querendo também estender a palavra para todos os papéis que podem ser agregados na iniciativa, artista, crítico, curador, não importa esse nome. Mas esse que constrói a iniciativa, constrói esse ponto, esse nó, por onde atravessam as conexões, linhas, e esse espaço pode estar num momento de produção de pensamento de intensidade que pode ser mais decisivo, e certamente é, neste sentido que estamos falando, é aí que residiria a força desse pequeno espaço no sentido de produzir um efeito, uma intervenção num contexto muito mais intenso do que a grande organização com toda a sua estrutura, com toda a sua hierarquia, os seus papéis. O chefe, o diretor, o subordinado. Então, muito mais do que pensar no circuito, nas linhas que passam por aqui, por ali, que atravessam desde a macro até a micro instituição e que produzem diversos tipos de conexões produzem essa possibilidade de atuação, toda força dessa micro e dessa macro instituição. Então, não há como separar a importância dessa produção da obra desse agenciamento. Então, muito mais do que pensar em termos de exclusão e inclusão, instituição oficial, instituição marginal, me parece, que esta dicotomia não se torna tão operativa, tão intensa, se, por exemplo, temos que buscar outras dicotomias, outros problemas para trabalhar, por exemplo. Uma dicotomia muito importante da arte moderna, da arte contemporânea, é a relação arte - vida. Com certeza, essas instituições, essas iniciativas de artistas coletivos, de grupos, trabalham, com certeza, muito próximo dessa tensão entre arte e vida, e certamente, uma instituição do Museu de Arte Moderna, ou Contemporâneo, fundação, um Museu Guggeheim, tem diversas dificuldades em trabalhar nessa relação arte - vida. Não precisamos nem detalhar muito isso, é claramente visível. Então, por exemplo, em vez de trabalhar com a tensão marginal, oficial, excluído, incluído, a força das instituições, das iniciativas de artistas pode residir a partir da busca de outros pontos para trabalhar esses problemas. Um deles seria essa relação arte-vida, com certeza, num modelo organizacional de uma iniciativa esse tópico está muito mais presente do que num modelo de uma macro instituição. Esses centros móveis que são essas iniciativas de artistas gravitam em torno de problemas de um espaço de problemas. Essas problematizações imobilizam esses centros, muitas vezes, esses centros, essas iniciativas, são extremamente efêmeras, duram três, quatro, cinco anos, duram um ano. No entanto, um, dois, três, quatro anos são anos intensos que produzem uma intensa gravitação em torno de alguns problemas que são claramente colocados, que emergem, constituindo esses pólos de atração, de interesse e acontecem. E é muito difícil lançar a questão: foi bem sucedido ou não? É muito difícil medir, quantificar o efeito dessas iniciativas, assim, como é difícil quantificar o efeito da obra de arte. Seria muito mais uma questão qualitativa a longo prazo enquanto que para uma instituição de grande porte nessa escala dos capitais financeiros, por exemplo, facilmente exibe índices, número de visitantes, público, venda e assim por diante. Assim como a Bienal de São Paulo, por exemplo, que a cada nova edição publica o número de visitantes então, sempre um recorde é batido a cada nova edição. Na última edição, creio, que a cifra era de um milhão de visitantes em quanto que a anterior anunciou a cifra de 600 a 700 mil visitantes e a próxima se espera que quebre esse recorde, talvez um milhão 200 mil visitantes. Bem, então, concluindo, faltam quatro minutos para terminar. Me parece que o mais interessante seria, por exemplo, aproximar essa experimentação de linguagem que se espera que a iniciativa de artista tenha. Porque são artistas que estão trabalhando, que estão quietos procurando pensar o seu fazer, pensar no contexto de arte, pensar no circuito de experiências também a nível dos modelos administrativos. Me parece que isto não é nada fácil, isto é bastante difícil, mas seria talvez, o ponto de convergência mais contundente, uma experimentação, uma invenção de modelos também, organograma, modos de funcionamento, isso não é nada fácil, é como se o poético dos trabalhos, pudesse escoar, se espalha também por outros níveis de produção do evento. Um exemplo muito simples que me parece interessante, quando David Medala no ano 2000 abriu a Bienal de Londres, todos conhecem a obra, o trabalho do David Medala, que é um trabalho muito ligado a ações efêmeras, foros, trabalhos que emergem de repente, sem planejamento, algumas vezes, e uma relação arte-vida cultivada com muita clareza. Mas David Medala, então, cria a Bienal de Londres e a maneira como a Bienal se organizava, se estruturava era claramente associada à poética e as formas de práticas artísticas do David Medala. Encontros a cada semana num pub para decidir, para que as informações circulassem, em que se colocava a programação da semana, os eventos que iriam ocorrer, enfim, toda a logística do evento estava muito próxima da poética, da estrutura de trabalho deste artista. Então, se pensa, bem, como que as questões colocadas em certas experiências artísticas podem influir, passar para outros momentos, outras camadas de construção, dessa organização, dessa iniciativa. É um desafio, é uma coisa que é muito fácil pensar, mas, me parece, que é claro que não se trata apenas de criatividade, que é uma palavra adotada hoje por todos. Ou seja, não podemos mais ser ingênuos nessa questão da criatividade, justamente, me parece, que ali o trabalho dos artistas recobra uma importância muito grande. Porque não se trata de produção de entretenimento, produção de divertimento simplesmente, mas de produzir sensações. Esse agregado sensível conceitual que sem obra de arte não se produz em outro lugar, claro, obra de arte visual, literária, poema, música, teatro, o que seja. E o encontro, enfim, isso muitas vezes pode acontecer num ensaio filosófico, numa obra de arte plástica, mas sem um modelo de sensações as coisas não se renovam. E é claro que tudo o que coloquei aqui, esse centro de atenção que a obra produz, esse centro de atenção e poder de afirmação que a obra de arte pode ter se escoa, que se espalha pela iniciativa não aconteceria sem pensar essa dimensão sensível sensorial. Não podemos esquecer isso senão não tem sentido. A obra de arte se torna interessante por, justamente, colocar em jogo essa dimensão sensorial. Última palavra só para concluir, só para mencionar a questão do arquivo como importante para garantir uma certa logística e um núcleo de informações que caracterizaria a iniciativa que se notabilizaria por produzir certos métodos de acesso, certa motivação, para buscar essas informações. Uma maneira de organizar esses dados e uma unidade para trazer as pessoas para perto disso, enfim, se o nosso paradigma de conhecimento ,como se diz hoje, passaria muito mais próximo ao banco de dados do que da enciclopédia é preciso também pensar estratégias de como trabalhar com a informação, estratégias não ingênuas, é claro. A própria iniciativa seria uma maneira de interface, seria uma interface de contato com essa informação, então, também vemos muitos artistas hoje trabalhando através de arquivo e muitas iniciativas construindo esse seu poder de afirmação de um lugar a partir também da constituição de um arquivo de informações, de temas, de conceitos que dizem respeito a essa prática. Eu fico por aqui. Obrigado.

Diana Aisenberg
Bueno, vamos a seguir con Jaime Iregui: Artista y gestor, Bogotá, Colombia.
Candidato a magíster en Historia y Teoría del Arte y la Arquitectura, Universidad Nacional. Expone su trabajo individual y colectivamente en Colombia y otros países desde 1977. Ha fundado con otros artistas espacios artísticos independientes como Magma (1985-87), Gaula (1990-91), Tándem (1993-98) y Espacio Vacío (1997-2003). Desde 1999 es editor de Esfera Pública y El Observatorio, redes independientes de discusión y reflexión en Internet. Ganador Beca Nacional de Creación de Colcultura 1994. Nominado al Premio Luis Caballero 2001. Invitado a participar en el 1er Encuentro Internacional de Espacios Independientes en Marsella, Francia, 2002. Ganador de Beca de Creación de la Universidad de los Andes con el proyecto Constelaciones. Coordinador del Area de Proyectos Culturales del Departamento de Arte de la Universidad de los Andes.
Jaime Iregui
Bueno, yo quería hacer un poco la tarea de contestar las preguntas. Por ejemplo, en la relación con la obra, hay algo que yo he visto últimamente con el caso de Esfera Pública que es que han aparecido como unas lecturas sobre ese espacio. En ese espacio, que es un espacio de debate, se han dado una serie de debates, a lo largo de cinco o seis años. Hubo de quince a diecisiete debates fuertes, en la medida que han durado dos meses de discusión constante en internet, y esos debates están girando alrededor de temas como la curaduría, las publicaciones, etc. También surgieron temas relacionados con los Salones Nacionales en Colombia, ya que estos salones responden a un proyecto curatorial de carácter nacional en el cual se define lo nacional, lo que es también muy conflictivo. Entonces muchos de esos debates han girado alrededor de estos temas.
Mirando un poco lo que ha sucedido en ese espacio diría que un común denominador es el problema de la curaduría, el problema de por qué se hace un evento de una manera y no de otra. También hay mucho discurso de exclusión, cada año o cada dos años, generalmente cuando hay un debate alrededor del ser nacional se instala siempre esa misma discusión. Yo he escrito textos alrededor de eso en el 94’ y luego puedes ir con el mismo texto y presentarlo en el debate del 2005 y simplemente se pueden cambiar algunas cosas pero el problema siempre se repite.
Entonces con algo tan “macro” pasa eso y con nuestros debates pasa algo parecido.
Digamos que lo que se ha venido configurando ahí es, básicamente, un espacio de discusión que yo no diría que no existiera antes. Uno puede ir para atrás y pensar en las discusiones que había en los cafés, el caso de las vanguardias históricas y como se gestaban las curadurías realmente en los cafés, en las fiestas, más que en postgrados de el arte. Digamos que hoy en día en el caso de este espacio no se trata, como decía Ricardo Basbaum, de que de golpe el espacio aparezca porque falta algo o porque de pronto hay una gente que interactúa con la institución sino que aparece porque se trata de recuperar algo que se había perdido. Me refiero a que se había perdido la capacidad de discutir y crear esfera pública alrededor de los eventos sin necesidad de que esta discusión sea de niveles muy altos en lo conceptual o en niveles académicos, que también está muy bien que los haya. Me parece que valía la pena recuperar eso, esto no es una cosa que se planificó en ningún momento, la Esfera Pública responde como a una función.
Aquí quisiera hacer un poquito un paréntesis para explicar esto en el caso de mi trabajo. Desde 1976 a 1992 expuse en galerías o en salones regionales y nacionales, en eventos institucionales. Mi trabajo como artista es del espacio y sobre todo está más por el lado de la abstracción geométrica. Entonces llegó un momento en el que mi trabajo como artista era el trabajo relacionado con tensiones, redes y cosas que realmente de una manera u otra hacían referencia como una crítica a la abstracción, digamos, geométrica dura que había en los años 70’ y 80’. Al mismo tiempo, yo trataba de plantear una serie de consideraciones alrededor de la estructura, del sistema, de la relación y de las fuerzas que aparecen en la pintura. De modo que, en un momento determinado de 1990, dejo paso a la obra. Digamos también que lo que pasa es que, después de trabajar mucho tiempo con eso, ya uno no hace la obra sino que la obra lo hace a uno. La obra te obliga a hacer cosas como de pronto pararse ante el público a hacer cosas, invitar a colegas artistas también a hacer cosas, cosas que yo no hacía ni había pensado hacer.
Entonces sucedió que mucho de lo que venía trabajando con la obra se salió de la obra y empezó a trabajar con el espacio de la comunidad artística, de lo social; y empezó ya a salirse más allá del marco de la pintura.
En ese sentido hay una primera “obra”, podría ser la individual, que es expone, que concursa, que se exhibe, que es criticada, en fin que participa con un grupo de artistas también abstractos. Y es ahí donde surgen realmente las cosas, no tanto el diseño de espacios sino de la necesidad de llevar esa reflexión del espacio más allá de la obra física e individual.
Entonces digamos que en 1990, aunque ya había tenido experiencia de espacios colectivos con otros artistas que era más bien de talleres, ya aparece un espacio que se llamaba Gaula, que es con artistas abstractos. Después de ese espacio aparece otro que también es de exhibición y que es más móvil que es Tándem. Hay una cuestión importante que es pensar las formas de exhibición del proceso artístico. Uno como artista sabía que cuando uno inauguraba una exposición trabajaba uno un año, llegaba a la galería, exponía, había un cóctel, la inauguración y después uno no sabía nada que pasó con la obra. O sea, uno llegaba al mes desmontaba la obra, veía si había una venta, posibilidades de exponer en otro lado, etc. Entonces, la obra ya uno la “perdía”como fuera.
Así fue que nosotros empezamos a preguntarnos: ¿Qué pasa con la gente? ¿ Cuál es el público que hay detrás de esas obras o cuál es el público para el cual son estas obras? ¿Son los coleccionistas, las galerías nacionales, o los periódicos?
¿Uno realmente trabaja como trabajábamos en el siglo XIX los artistas o al comienzo, digamos para la iglesia, para los coleccionistas? ¿Uno es como una ficha o un logo dentro de su colección o realmente la obra tiene otras posibilidades?
En el caso de Colombia no hay mucho coleccionismo realmente, no hay coleccionismo como en Argentina o en Venezuela. En Colombia han pasado otras cosas. En ese momento, desde los 80’ y en los 90’, además de todo lo que sucedía en nuestro país y también a nivel global, había una gran expansión o la puesta en escena de vanguardias a partir de las leyes de mercado, la transvanguardia y todo esto. Así que pensamos que en Colombia, además de muchas vanguardias y muchos pintores que vendían bien, había un grupo de artistas que trabajaban con otras cosas y se hacían preguntas. El caso de Colombia es que tiene esas grandes ventas de obras de Botero, artistas que venden, que pintan caballos y todo eso. Pero también hay que señalar que en Colombia el narcotráfico metió gran cantidad de obra en el país y los galeristas en vez de construir, en vez de generar una idea de colección, se dedicaron a tener un mercado primario que era el que ellos decidían que era el arte contemporáneo; y a su vez a tener un mercado secundario con la venta de obra por miles y miles de dólares. Entonces digamos que en Colombia la cosa es muy distinta, y nos llevó a pensar no tanto en quién compra o si está lavando narco dólares, sino qué pasa con la gente realmente que es el público.
Empezamos a ver que buena parte de la gente que llegaba a los museos y a las galerías eran los mismos artistas y los estudiantes, era un terreno muy pequeño. Así nos dimos cuenta de que esa idea del “público masivo” que iba a ser transformado por el arte era un poco una ilusión, una mentira. Entonces comenzamos a trabajar en esas exposiciones directamente ya con público que estaba dentro del arte, con gente joven, estudiantes, y empezamos a hacer unas conversaciones. Se hacían unas exposiciones un poco como sucedía en las vanguardias, pero sin la vehemencia de aquellas, y empezamos a hablar de nuestras obras. Y la crítica, en ese momento en Bogotá, atacó un poco esta actitud porque supuestamente el artista no podía hablar de su obra, sino que tenía que dedicarse nada más a pintar, hacer su trabajo y estar callado. Entonces los artistas tomamos distancia de la crítica y empezamos ya a tener discusiones en vivo, digamos como puede ser hoy acá. Así empezamos a tener conversaciones como tratando de decir de la obra cosas que yo creo que nadie entendía. Era la primera vez que hablábamos de la obra y era muy difícil, y había como unas ciertas rivalidades en el medio, tensiones. Todo era un grupo como de treinta o cuarenta personas hasta que se formó un archivo. Este archivo se llamaba el archivo X y era como un archivo de textos donde la gente ponía en un archivo pequeño convocatorias, ideas, propuestas; Y era como un espacio en el cual llegaban sus, si se quiere, posibilidades de generar espacios y eventos por su cuenta. Esto era también importante para salirse de los eventos institucionales que se estaban adueñando un poco de todos los concursos para decir quien era el mejor. Los eventos institucionales un poco creaban un escalafón que determinaba jerarquías y determinaba que artistas eran importantes y cuales no, así como también su inclusión al mercado. Y, finalmente, en el mercado del arte eso producía pérdida de interés.
En ese momento es que el Archivo X empieza a funcionar, es como un pequeño cubículo que se coloca en diferentes talleres de artistas y se va cambiando a diferentes lugares. Se conversa de estas iniciativas y con la aparición de internet se trata de llevar eso a internet. Inicialmente, la lista era de unas cuarenta personas, en el año 95, y empezamos a intercambiar textos hasta que llegó un momento en que se empezaron a hacer preguntas. Así, con las preguntas se generó el debate, cuando ya la lista tenía como unas seiscientas personas, y se hacían preguntas como ¿Qué piensa usted de lo artístico?
Esa y otras preguntas se hicieron y no había nadie que las contestara, la gente no se animaba a contestar. Entonces se envió la pregunta con cinco respuestas de cinco personas del medio artístico y eso generó como una respuesta inmediata y dio inicio al primer debate. Antes, al comienzo, se publicaba más para intercambiar información y no como un lugar de debate y se llamaba Momento Estético, pero cuando el debate se desató empezó a llamarse Momento Crítico.
La lista fue creciendo y ya se empezó a inscribir gente que no era de Bogotá, empezó a aparecer otro tipo de público y empezó a aparecer el tan teorizado “público de la obra”. Siempre teorizamos con el público de la obra ¿Quién es? ¿Quién es el público? ¿Los que van a los museos? Entonces, el mismo público era gente que uno conocía porque la lista esencialmente era gente que se conocía toda. De modo que el público preguntaba y empezaron a aparecer preguntas que la gente se hacía sobre medio. Las preguntas empezaron a ser cuestionamientos a los eventos que se hacían en el medio, y con el tiempo se empezaron a dar debates en torno a aspectos específicos que sucedían en Bogotá.
Lo que se empezó a generar era algo que, como su nombre lo dice, es como una esfera pública, como un sitio de discusión. Esto era algo que en el caso nuestro existía, pero se manejaba un discurso público muy correcto alrededor de los eventos y después en reuniones se decía lo contrario. Entonces había como una doble lectura de los eventos, y apareció un momento en el cual la gente comenzó a debatir públicamente sobre lo que pensaba de los eventos. De este modo se empezó a generar una crítica que no estaba dirigida a exposiciones de artistas o a obras sino que estaba dirigida sobre todo a ver como la obra se recibe, a ver como la obra se exhibe y a ver como la situación también contruye un discurso. Este discurso, en muchos casos, está construido a partir de los artistas, el modo en que programan un evento y como el evento resulta. Entonces se discute esto y se ha generado una relación dinámica entre las discusiones y la esfera pública. Y, en la medida en que uno está pendiente de que sucede en ese lugar y ya se discute en un espacio de opinión, uno no participa porque generalmente cuando participa se cuestiona más todavía. Entonces se escucha mucho y hay una relación, digamos simbiótica, entre uno y el otro. Así terminan apareciendo personajes que se van creando en ese lugar que son seudónimos pero que se han ido construyendo. Hay uno que se llama Paquita del Barrio, otro que se llama Catalina Boga que imita una especie de crítica de la alta sociedad un poco formada en Estados Unidos, que viaja, viaja mucho por exposiciones; y en cambio Paquita la del barrio es más bien como la calle. Son personajes de ficción que aparecen allí y, de alguna manera, personifican las tensiones y lo que se piensa un poco en el medio artístico.
En torno a la cuestión de lo que se puede llamar la relación con el poder, retomando ciertos conceptos de Michelle Perrot, digamos que la esfera pública no tiene lugar, o sea, tiene lugar en internet pero no tiene lugar. Yo inicialmente era un moderador y alcancé a proponer algunos temas que nunca tuvieron mucho éxito, si tenían éxito era tremendo porque uno podía condicionar la discusión. Y así yo pasé a escribir, generalmente nada personal, para hacer que en lo posible no hubiese ataques personales o se enviaran informaciones de artistas, o institucionales, o información de inauguraciones. Lo que quería era que se armara un grupo de discusión, digamos que no tuviera lugar, en el sentido de que no es una ONG, no es una organización. Yo generalmente tengo un web master, que es una persona que se encarga de trabajar los mensajes y contestar cuando no se publican. A veces la web está muy quieta y en un mes se activan como cincuenta o cien mensajes.
Digamos, ya en torno al poder, en esa relación es como un campo en el cual opera más la táctica que la estrategia. Uno trata de diseñar estrategias desde un lugar físico. Un museo, una institución tienen un lugar y al tener un lugar hay un poco una estrategia, una proyección hacia el futuro en la medida en que puede pensar un plan, se puede diseñar un evento. Aquí eso no pasa, nosotros no pensamos: ¿Qué debate va a haber este semestre? No, para eso son los seminarios organizados, institucionales o independientes. Lo nuestro es más bien lo que sucede en el medio, entonces es más táctico y opera más bien por lo que sucede. Eso se discutió mucho en un momento, porque la gente nos decía que propusiéramos nosotros también debates. Pero para nosotros no había necesidad de proponer un debate, toda vez que la gente ya se ha apropiado del lugar y lo más interesante ya es un poco lo que surge en el medio. Nos interesa ver si surge algo y se envía un mensaje, que de pronto no contesta nadie y otras veces contestan. Entonces no hay estrategia, no hay un diseño de proyecto y no hay un plan en el cual uno genera otro espacio de poder. Sí es un espacio de poder en la medida en que en la discusión, sobre todo en el caso de los museos, permite a los artistas un poco discutir sobre su situación. Antes nadie observaba la situación del artista, pues la institución generalmente siempre estaba en un papel acrítico, en la medida que al generar un evento con mucha dificultad como se hace en Colombia, sólo con el hecho de poder realizarlo ya consideraba que había cumplido con su labor. Digamos que hacer un catálogo, que fueran mil personas eso era ya un indicador de que eras un éxito. Entonces no se podía cuestionar y eso hacía que la institución repitiera siempre errores, cometiera de pronto arbitrariedades y generara un poco una distancia muy grande entre el artista y la institución. Ahora, de alguna manera, esta situación se ha nivelado, no porque el espacio tenga un poder, sino porque también se discute acerca de espacios y sujetos. Y lo que sucede actualmente, a pesar de que puede haber críticas acerca de que las discusiones son muy pesadas o de nivel académico o no tienen una moderación, es que ya ese lugar se ha vuelto como un archivo. Entonces ya hay teóricos que miran eso que ha pasado en siete u ocho años y se puede ver que ha sucedido. Ahí ya se genera un tipo de reflexión distinta que me gusta más que la reflexión que podría hacer un moderador, porque un moderador ¿qué atribución tiene como para decir este dijo tal cosa o este se equivocó? Me interesa más bien que haya diferentes instancias, que se acerquen a este lugar y vean que sucede con un punto de vista claro como puede ser el de un crítico, el de un historiador, el de un artista, o de cualquiera que participe en el espacio. Yo creo que ahí hay preguntas que ya quedan en el aire y que podríamos contestar más adelante.
Muchas gracias.
Diana Aisenberg
Ahora vamos a escuchar a Reinaldo Laddaga. Escritor y crítico, Rosario/Philadelphia, Estados Unidos.
Es profesor en el Departamento de Lenguas Romances en la Universidad de Pennsylvania. Es el autor de “Estética de la emergencia. La formación de otra cultura de las artes” (Adriana Hidalgo, 2006, por aparecer), “Literaturas indigentes y placeres bajos. Felisberto Hernández, Virgilio Piñera, Juan
Rodolfo Wilcock” (Beatriz Viterbo, 2000), y “La euforia de Baltasar Brum" (Tusquets, 1999), además de numerosos artículos sobre literatura y arte.
Reinaldo Laddaga
Mil gracias a Trama por invitarme y darme el privilegio de estar acá mucho menos para hablar, que es el precio que tuve que pagar, por el privilegio de escuchar lo que vengo escuchando y observar lo que vengo observando.
Mi posición aquí es la de observador, no? Por varias razones tengo la impresión, una de ellas es porque no tengo práctica, ustedes no pueden imaginarse que triste que es la vida del teórico, porque si ustedes creen que es triste la vida del artista, no se imaginan que triste es la vida del teórico. Nosotros venimos con nuestros textos, que parece que no los hubiera hecho nadie, y la gente los lee o nos escucha y le parece inteligente o no les parece, pero efectivamente parece que no tuviéramos práctica, que no tuviésemos lugar, como si fuésemos una especie de satélite que orbita en torno a la situación que observamos un poco melancólicamente. Es tan así como nos ven, que terminamos viéndonos así también los teóricos, como si viniéramos de otro planeta y observáramos las cosas que suceden acá. De todos modos creo que hay otro lado desde el cual hasta cierto punto vengo de otro planeta, hemos ido acercándonos, pero lo cierto es que vivo en New York y mi sitio de observación artística más usual es la escena del arte en New York, que parece particularmente distante de la escena en la que estamos aquí. De todos modos me gustaría empezar, porque me parece que es útil, dando una idea de cómo veo situada la escena en la que estamos acá, en relación a la topografía de la que hablaba Ricardo recién. De hecho voy a apoyarme en lo que acaba de decir Ricardo y complicar un poco esta topografía. Me parece que, por cuestiones de brevedad, Ricardo redujo esta cuestión a tres o cuatro lugares pero esta situación no se explica sin su inserción en una topografía más compleja.
Hace un par de días, me pareció que atinadamente, la gente del proyecto Areal hablaba de una institución ampliada del arte. Efectivamente, en los últimos veinticinco o treinta años, si hay todavía algo así como una institución del arte, esta institución es tan compleja, multiforme, contradictoria y absurda por momentos, que es difícil asociarla con la imagen de una institución como un espacio más o menos bien cerrado, con relaciones más o menos bien definidas con su exterior y con una estructura interna más o menos clara. Así funcionaban las cosas hasta hace relativamente poco, aunque no por mucho tiempo. Supongamos un modelo clásico, que se despliega entre más o menos entre mediados del siglo XIX y los años sesenta, de algo así como institución del arte, aquí hay artistas, individuos que producen objetos, que se ofrecen en un mercado, el espacio de ese mercado es esencialmente el sistema de las galerías, sistema que está en una dependencia completa con el sistema de los museos y la academias y la universidad. Los artistas individuos se encuentran con otros individuos, los coleccionistas se encuentran en las galerías, que son espacios privados, con fines de lucro; y todo esto sucede en un marco más que nada establecido por estas instituciones que son cristalizaciones, materialización de lo común, que son los museos y las academias. Los museos y academias son una suerte de no lugares. Y luego estamos los críticos, los consabidos satélites orbitando alrededor de los espacios y operando como adjudicadores en todo caso de valor.
Hasta acá este es un sistema clásico, que no se parece mucho al sistema en el cual funcionan las artes hoy. Lo que estamos haciendo hoy es diferente por varias razones y podemos empezar por cualquiera de estos lugares. Las galería no son ya galerías al estilo tradicional, posiblemente sea preciso ir a New York o a ciertos barrios de Londres para observar hasta que punto han cambiado. Galerías del tipo de Gagosian, hoy en New York o en Londres son más parecidas a antiguos museos que las galerías de los años 50’o 60’. Digamos que son espacios donde se muestra obra histórica, son espacios de celebridad, hay que tener en cuenta que, por sobre todas las cosas, hoy el arte es espectáculo de masas. El arte hoy es un espectáculo de masas que se desarrolla en unos sitios y estos sitios no son necesariamente el centro. En cambio la institución del arte, como la entendíamos hasta hace relativamente poco, no sólo tenía estos espacios típicos, museos, galerías y todo esto, sino que estaba fuertemente centrada. El París de los años 30’y 40’, New York entre el momento de los 50’y de los 70’, son centros de organización del espacio global.
Esto también hay que tomarlo en cuenta, es decir, las galerías son espacios de celebridad, articuladores de espectáculos y en muchos casos cumplen las funciones de los viejos museos. Al mismo tiempo en el mundo de los museos surgen los museos que son colecciones, como es el caso del MALBA. El MALBA no es un museo al estilo del Louvre o del Museo de Arte Moderno, como arquetipo de museo. MALBA es inicialmente una colección privada que atrae fondos públicos, hay aquí una sinergia entre el interés privado y el interés público. Esto también sucede en ciertos espacios en Londres y es algo que no se deja inscribir fácilmente en la vieja alternativa de lo privado y de lo público. Entonces, al mismo tiempo que permanecen algunas galerías de tipo clásico, galerías que son lugares que muestran objetos realizados por individuos para que los compren otros individuos, hay estas otras galerías que se parecen más a museos antiguos. Al mismo tiempo algunos museos, que se presentan como tales, son efectivamente colecciones privadas puestas en el espacio público con los problemas de intereses que acá se generan en la medida en que un espacio público valoriza una colección y valoriza obra. Todo esto no vale la pena discutirlo aquí en detalle pero implica una relación entre interés privado y espacio público que no es lo más común.
Del otro lado tampoco las galerías se dirigen simplemente a compradores que son individuos, es necesario tener en cuenta la influencia de las colecciones corporativas. Hoy Ricardo hablaba de la función de los bancos en Brasil, las corporaciones son crecientemente también actores importantes en relación a las galerías. Voy a ser muy breve para complicar un poco la topografía pero no tanto para que se vuelva luego demasiado difícil discutir esto. Hablé de los museos: por un lado la aparición de los museos que son por supuesto colecciones privadas, pero también está el problema de la relación entre lo público y el interés privado que se plantea en relación a museos de tipo clásico, el MOMA por ejemplo. Recientemente, en el Museo de Arte Moderno de New York, la primera muestra de su nuevo espacio fue una colección de una corporación. Nuevamente surge el problema de la relación entre interés público e interés privado en la medida en que la exposición en el MOMA valoriza la obra de la corporación, que al mismo tiempo ofrece donaciones al museo. Entonces el museo valoriza su colección a cambio de una transacción con el interés privado. Los intereses privados funcionan en relación al mundo del arte de acuerdo a diversos intereses. El arte puede servir para el lavado de dinero, como decía Jaime, pero más comúnmente, aún en casos normales, en los últimos años ha funcionado en relación a dos grandes industrias: la especulación inmobiliaria y el turismo.
Hay que recordar que el arte conceptual, en su versión americana, no es solamente una innovación artística sino que es la primera gran articulación de escena de arte contemporáneo y especulación inmobiliaria moderna. El arte conceptual, SOHO, es la construcción del modelo del loby y la construcción de un barrio que se valoriza por la presencia de artistas. Especulación inmobiliaria, este es el caso en todas partes, no sólo en los centros en Nueva York, Londres; es el caso de Filadelfia en estos días, donde la universidad en la que yo trabajo promueve la fundación de espacios de artistas en la zona de la universidad para “aristocratizar” un barrio esencialmente negro y aumentar los precios de la propiedad. Esto es un mecanismo suficientemente conocido como para que se repita un poco en todas partes, tengo la impresión hasta cierto punto que sucede lo mismo en Rosario donde el Museo de Arte Moderno valoriza una zona de la ciudad y aumenta el valor de la propiedad.
El turismo por su parte es, naturalmente, la motivación principal de las administraciones locales para producir bienales entre otras cosas, además del prestigio. He estado bastante cerca de la organización de la última Documenta y la negociación con la oficina de turismo es absolutamente central. De modo que turismo y especulación inmobiliaria son relaciones normales que el universo del arte tiene en estos días. Hemos hablado de esta modificación de posición de las galerías, de la modificación de los museos y también hemos hablado de la multiplicación de las bienales. Este es un elemento absolutamente central. Es decir, el tipo de trabajo del que todos nosotros los teóricos nos ocupamos y en cual ustedes como artistas están interesados, es el que circula en el circuito de las bienales. La Habana, San Pablo, la bienal de Venecia, Documenta, hay que decir que estas bienales son cruciales entre otras razones porque representan probablemente la primera formación de una escena artística global, quiero decir relativamente descentrada. Yo, viviendo en New York, puedo decir que hoy New York es un lugar de exhibición de arte pero no es un lugar de producción, no es un lugar vital en absoluto. Si alguien hoy quiere hacer un paseo por galerías y ver cuadros y fotografías interesantes puede ir a New York, ahora si espera asistir a una escena sucediendo, no. Paris es un centro menor, Berlín es un centro de vida en parte, pero hoy Buenos Aires o Rosario, Belo Horizonte o la Habana, el lugar que sea, puede aspirar a una condición de centro aunque sea temporariamente lo que era absolutamente imposible hasta hace poco. Es decir, la institución del arte hoy no tiene un centro claro, digamos que hay lugares donde hay más dinero, lugares donde hay más galerías pero no hay un centro claro como no hay un centro claro de residencia tampoco. New York ha dejado de ser un centro de escena artística vital porque, entre otras cosas, ha dejado de ser un lugar de escena de residencia de artistas debido a que los alquileres son carísimos. De modo que la escena artística de New York de alguna manera se autodestruyó porque el aumento de las propiedades, producido de algún modo por el sistema del arte, ha terminado expulsando a los artistas.
En cuanto al sistema de las bienales hay que sumarle las ferias. Las ferias son eventos complejos, quiero decir, cualquiera de estas instituciones de arte son instituciones complejas y no es, al menos en mi experiencia, útil leerlas como instituciones detrás de las cuales hay un poder oculto que es necesario descifrar. Esto es así en primer lugar porque el poder está, últimamente no tiene de quien ocultarse. El MOMA no pretende ocultar, se considera como un centro de turismo porque hay que pagar el edificio que fue carísimo. El poder es mucho más desnudo, no se oculta, dice lo que piensa en general y actúa en consecuencia
Quiero decir esto: por un lado está el poder desnudo, pero por otro lado cada una de estas instituciones es también, a mi juicio, relativamente incoherente. Estas instituciones son suficientemente complejas, las cosas no se amplían sin volverse más incoherentes de lo que eran en general. El MOMA no se ha ampliado sin volverse más incoherente, sin convertirse, como es una bienal o una feria, en una estructura que aloja una multitud de intereses que no necesariamente están perfectamente armonizados. Vamos a decir, el departamento de educación del MOMA tiene buenas intenciones, no está particularmente interesado en la especulación inmobiliaria. En una feria generalmente hoy se desarrollan en paralelo congresos que son esencialmente como este. Las dos partes no se molestan particularmente entre sí: los artistas van a ver los cuadros, los coleccionistas vienen a ver las discusiones, pero las dos cosas funcionan juntas.
Toda esta gran escena del arte me parece que es, para usar una expresión de una teórica política americana,Anne Marie Slaughter, una escena en curso de desagregación. Ella lo usa para referirse al Estado. Un Estado moderno que está crecientemente desagregado en la medida que el incremento del comercio internacional a multiplicado la desregulación, de modo que hay crecientemente una gran burocracia global, vamos a decir, de negociadores. Todo esto no pertenece a una super institución pero hace mediaciones entre países y estas mediaciones se emancipan relativamente del centro. En todo caso el sistema del arte está desagregado en este sentido porque hay una cantidad de unidades que no existían de este modo. Las bienales no se habían multiplicado de este modo, los centros no eran tantos; Y a esto hay que agregarle lo que tiene más que ver con lo que estamos haciendo acá, que venimos mencionando, sobre todo aquello que tendemos a asociar con el poder mientras que tendemos a asociar las iniciativas de artistas más bien con otras cosas.
Ahora bien, las iniciativas de artistas, y la verdad es que es algo que en estos días me resonaba efectivamente, dependen también de un determinado sistema institucional, fundamentalmente las fundaciones y más todavía de las fundaciones globales. Concretamente, en este caso en la situación en la que estamos nosotros hoy, tendría que ver con el gobierno holandés que es un gobierno relativamente cosmopolita. El grupo que constituimos nosotros, si tiene un ideal, es un ideal cosmopolita, es decir, un ideal de comunicación intercultural, entre lenguas. Tengo que decir que algo que me impresionó es hasta que punto el origen de estas iniciativas de artistas, en casi todos los casos, pasa en algún sentido por el viaje y por el extranjero.
En casi todos los casos la intervención en el espacio local se produce luego de un paso por el extranjero. Un extranjero que no es el que solía ser porque no es el viejo viaje de artista a París, ni siquiera el viaje a New York, si no viajes más complejos y más descentrados.El caso es que nosotros hemos viajado para venir hasta acá, y en gran medida de lo que se trata es que el grupo de personas que ponen en marcha procesos locales lo hacen luego de alguna clase de paso por el extranjero. Y en este sentido es una situación global, una situación en la que el tipo de incorporación en la escena local pasa por alguna especie de conexión entre la escena local y la escena global, no?
De modo que tenemos aquí fundaciones, universidades, el inglés como lengua franca. Como sabemos que las lenguas no son precisamente medios neutros hay que decir que el hecho de que la posibilidad de circulación de estas cuestiones, en muchos casos, pase por el inglés efectivamente es algo que vale la pena tener en cuenta. Si hay algo que marca nuestro discurso es cuantas veces estamos retraduciéndonos del inglés y construyendo una lengua de discusión basada en cierto modo en el inglés.
Quiero decir, algo de lo que hemos estado hablando es la cuestión de la explicitación, pensaba hablar de otra cosa, pero retomo el tema para ubicar esta situación en este espacio complejo que es el espacio global. De modo que, como muchas veces sucede en estas escenas locales, se expone antes fuera del país que en la capital. En muchos casos el modo como se pasa por encima de la capital nos muestra que: las condiciones, las conexiones y las topologías que se establecen son relativamente complejas. Tengo la impresión de que estamos todos, de una manera u otra, tratando de realizar nuestros trabajos de producción, de traducción y de mediación en un espacio verdaderamente complejo donde no es fácil situar inmediatamente los intereses, los deseos y las prácticas en relación a geografías simples. Esto me parece particularmente interesante y creo que es un terreno que todavía no conocemos. Usando una expresión de Ullrich Beck es una “segunda modernidad”, porque me parece que somos plenamente modernos, todo lo que escucho me parece que lo es.
Ahora, para hablar de los deseos, el deseo lleva a los artistas. El mismo tipo de prácticas que realizan son crecientemente prácticas, al mismo tiempo, de realización de obras y construcción organizacional o institucional. Este deseo se forma generalmente en la esfera del arte moderno, es un deseo de explicitación, de transparencia. Del mismo modo que, en determinado momento, para la pintura es importante producir, transparentarse, mostrar su dimensión material, es crecientemente importante para nosotros explicitar el lugar desde el que hablamos, las condiciones institucionales, organizacionales, la lengua, el comienzo; Y por lo tanto es importante evitar el tipo de producción de autoridad, que generalmente se sostiene en el misterio y la retracción, que es característica también del artista y es característica normalmente del teórico como sujeto orbital. Es simplemente imposible ser honesto y ser un artista en este sentido, hoy esto pareciera claro, es crecientemente imposible o posible pero parece difícil. Pareciera que es preciso ser transparente, y este deseo se ha generado mucho antes que estos últimos años, es una dinámica moderna fundamental de la cual las iniciativas de artistas sin duda forman parte.
Me detengo un poco aquí porque quería hablar un poquito más de lo que parece ser el deseo detrás de estas cuestiones. Respecto al deseo, el punto de partida respecto a los deseos de artistas es que son oscuros. En reuniones de este tipo generalmente no sabe uno que decir con respecto a esta cuestión. Me da la impresión que en relación a las iniciativas de artistas, como en principio son iniciativas en gran medida altruistas, la cuestión del deseo ocupa una posición rara. No se sabe muy bien como hablar del deseo, es un tema que generalmente está puesto entre paréntesis, y asume de alguna manera que lo que mueve a la situación es una suerte de generosidad generalizada, de bondad diría en términos antiguos. Pero hay motivaciones oscuras y con oscura no quiero decir por supuesto perversas o no más perversas que las que se ponen en escena en el más elemental psicoanálisis. Se sabe que operar exitosamente en el mundo del arte tiene que ver con ser capaz de seguir, persistir en hacer algo que no se sabe porque se hace.
La cuestión del deseo para mí es una pregunta, yo no siento que pueda hablar del deseo de los demás, siento que, de acuerdo a mi experiencia y viviendo entre artistas y viendo la voluntad de hacer una cosa que no se sabe muy bien lo que es, da la impresión de que el artista también hace lo que hace porque quiere exponerse a los otros en determinado modo. Barthes decía muy atinadamente en su último seminario:- “¿Por qué escribe el escritor?” Y se respondía –“Porque quiere que los demás lo vean como un tipo bien”.
Esperar de los artistas en general que no tengan alguna clase de interés en este sentido pareciera disparatado, en una economía narcicística en torno al arte sería disparatado no reconocer desde donde hablamos, que hacemos y todo esto. De modo que hay que factorear (es la horrible traducción al español de la palabra fac en inglés), hay que incorporar esto en nuestro cálculo de por qué suceden las iniciativas de artistas. Hay un deseo de exposición de tipo diferente. En parte hay una cierta tristeza, no se habla lo suficiente de la tristeza del artista. Acá Jaime decía: ¿Quién es el público?¿Existe el público?, cualquiera que publique, haga muestras o algo parecido conoce perfectamente la melancolía del acto de exposición. Un acto que es al mismo tiempo fantasmagóricamente un acto de exposición frente a nosotros pero de una exposición que nunca culmina o sea que nunca parece culminar adecuadamente. Sin duda hay algo en las iniciativas de artistas de construir una escena de exposición, sin duda la exposición a otros suficientemente diferentes. Esto también me pareció particularmente interesante en estas iniciativas, pareciera que no podés ir hacia lo otro a lugares donde no hay arte, a los grupos que no están visualmente expuestos al arte moderno. Aquí hay algo sin duda del orden de la pasión por un tipo de exposición a los otros como personas. Y quisiera insistir justamente en lo más oscuro del deseo: lo que generalmente hacemos en este tipo de reuniones es hablar de los deseos más claros y esto está bien, lo que simplemente quería es decir es que estos deseos claros hacen sistema con deseos oscuros, y por oscuros no digo del orden del mal, no hablo de nada malo.
Angélica Heckl
Altruismo narcicístico.
Reinaldo Laddaga
Bueno, no quiero leer los deseos de nadie, digo que es necesario incorporar a la discusión los deseos que están en juego. La verdad es que la palabra deseo viene de la convocatoria, es un deseo de producir novedad, es un deseo que pasa por el altruismo, en la medida en que el altruismo es un deseo oscuro también en ciertas condiciones, pero también en un deseo de satisfacción en un determinado tipo de exposición a otros. Este deseo está sin duda motivado en parte por la verdadera insatisfacción que se lee perfectamente hoy en la escena del arte tradicional, lo insatisfactorio de producir una muestra, de ver una muestra. Es mucho más satisfactoria la conversación. Por ejemplo, en una gran cantidad de casos es necesario, al mismo tiempo que tener en cuenta la complejidad de la escena artística hoy, tener en cuenta la posibilidad de la complejidad del deseo que está detrás de las iniciativas de artistas. Tengamos en cuenta que las iniciativas, en lo que yo he escuchado, son cosas muy diferentes entre sí. Estoy pensando acá en una suerte de modelo general construido a partir de iniciativas concretas que son muy diferentes entre sí. Dejo acá.
Claudia Paim
Gostaria de perguntar pro Reinaldo se não podemos pensar o desejo também como o dia de ações. Apesar de ser o desejo que nasce de uma falta, mas que também se intenciona para as ações. E pensando assim nas iniciativas de artistas, essa medida de ações, o que move também é um maior desejo pela troca entre artistas. Justamente, é uma circunstância que nos espaços tradicionais de circulação de arte, habitualmente, não se promove essa troca entre artistas. E uma outra parte que eu gostaria que você comentasse é que tu fala dessa vontade de exposição das iniciativas de artistas, né, tudo bem, eu concordo, mas também me parece que muitas vezes como os artistas estão investigando com suas próprias poéticas leva a gente a encontrar algumas formas de procedimento artístico que as instituições não entendem ou que não cabem dentro das instituições e que isso também nos obriga a inventar esses outros espaços para que isso seja possível. Gostaria que comentasse um pouco isso.
Reinaldo Laddaga
Sí, absolutamente, sobre todo voy a empezar por la segunda parte en especial. Hay un lado, en el cual no me detuve, que es el arte en los últimos treinta años y la creciente inadecuación de los espacios tradicionales para mostrar el tipo de práctica. Es decir, un artista más que tener un plan claro para hacer un evento, un objeto o algo parecido, tiene una idea general que se materializa de tal o cual modo en relación a las condiciones dadas. Creo que es claro para los artistas hoy que las instituciones son posibilitantes para hacer determinadas cosas y no hacer otras. Una institución en general es un conjunto de posibilidades y, en la medida en que se construyan instituciones de tipo diferente, será posible realizar acciones diferentes también, será posible inventar tipos de acciones diferentes que son simplemente inimaginables en relación a las condiciones institucionales normales. Creo que hoy para los artistas está claro que una cierta modificación del mundo organizacional, institucional, etc., resulta en la creación de posibilidades que simplemente no están allí. De modo que sí, me parece claro, que uno de los motores que se advierte en la comunidad de artistas es la intuición de que deberían ser posibles otras cosas que no son posibles, no son siquiera claramente imaginables en la medida en que instituciones posibilitantes de esas cosas no existen porque tienen un horizonte. Volviendo a la cuestión de la exposición: nosotros generalmente pensamos a la escena de exposición de arte como una escena en la cual un artista expone sus cosas para el público. Pero en verdad sabemos que la aprobación primaria para los artistas es generalmente la de sus pares, además de la de los críticos, y el diálogo entre artistas es particularmente central para su construcción. De modo que, sin duda, la construcción de espacios en los cuales la comunicación entre artistas sea posible es fundamental.
Marcos Hill
Considero que el deseo es fundamental, no solamente en el proceso de la actividad del artistas sino en la actividad de la propia vida. Y también haciendo un puente con lo que tu has hablado sobre el altruismo narcisístico, yo quería refrendar un poco la tendencia freudiana o psicoanalítica e intentar recuperar una referencia que ha sido hecha por un artista fundamental en el siglo xx que es Marcel Duchamp. Cuando él crea el personaje Rrose Sélavy, yo me pregunto si no sería posible sustituir el altruismo narcicístico freudiano por un altruismo erótico:¿ El deseo, no sería mucho más una dimensión erótica de la vida? ¿La oscuridad del deseo, no estaría indirectamente ligada con una dimensión tanática, digamos la presencia de la muerte en todo proceso vital?
Reinaldo Laddaga
Sí, yo no hago una lectura freudiana del artista. Usé la palabra narcisismo sobre todo porque, en general, la entendemos. Pero indudablemente estoy hablando de un erotismo que está ligado también al riesgo, creo que en la búsqueda del otro hay también un deseo de riesgo que es erotizante y eso me parece que se transmite. En el caso de Duchamp me parece particularmente central porque los juegos de exposición y ocultamiento personal son estructurantes en la obra de Duchamp, en el caso de Rrose Sélavy, pero también son estructurantes de toda su obra. Seguramente lo que tu llamas la dimensión tanática también es la pasión por el riesgo, pasión que me parece que alimenta la intensidad artística. En ese sentido si hay un artista importante para nosotros podríamos hablar de Helio Oiticica.
El deseo de riesgo me parece central, sin duda evitar la repetición es generar un erotismo de otro tipo.
Raúl Rossi
Yo soy arquitecto de profesión y escultor por elección, y este debate me despierta una enorme inquietud. Me pareció criterioso hablar del mundo moderno, también yo soy hijo de ese mundo moderno, pero en este momento el mundo ha tomado una dirección totalmente diferente a lo que se ha dado en llamar postmodernismo. A mi entender el tema del deseo es también el deseo de poder expresarse, el deseo expresar lo que uno siente de alguna manera. Evidentemente en la realidad actual, y Reinaldo creo que lo describe con absoluta precisión, el arte está vinculado hoy con actitudes inmobiliarias, esto no lo esperábamos hace veinte años atrás, no teníamos la más remota idea de que iba a suceder. Yo no digo ni que está bien ni que está mal, lo que sí que es muy diferente, y a eso hay que acostumbrarse para empezar a generar nuevas situaciones que no son cotidianas, no son de todos los días. Evidentemente para empezar a hacer una obra necesito un marco social de referencia, un marco social que me permita hacer relativamente; y ahí sí hablo de lo oscuro, esta realidad yo no sé adonde va, pero el tema es que me desconcierta, no me da un punto de referencia para trabajar con alegría, para trabajar con ganas. Yo no hablo ahora de mis pequeñas obras porque quiero ganar mucho dinero, no, lo que yo quiero es expresarme y contarle a la gente del sufrimiento, la ternura, lo que fuera que se me haya ocurrido en ese momento. Creo que una de las razones por las cuales hay que pelear mucho y estoy totalmente de acuerdo en el diálogo, cosa que hace falta, pero sí creo que tenemos fundamentalmente que entender esta realidad. Nos toca construir en esta realidad, es una deconstrucción y a lo mejor no estamos acostumbrados a eso. Yo me siento no acostumbrado a esto.
Mauricio Delfín
Me parece que en este debate se habló siempre de globalización, y la manera como percibimos la comprensión de la globalización me parece, sobre todo por lo que se acaba de mencionar ahora para este momento postmoderno. Y la tesis de Ullrich Beck, sobre la segunda modernidad, me parece bastante reaccionaria porque cierra muchas puertas a un trabajo de revalorización o de replanteamiento de futuro desde el sur puntualmente. Creo que tendríamos que hablar horas de eso.
Entonces ese, para mí, es realmente el polo oscuro el tema: la actitud del artista por querer hacer algo más allá del altruismo. O sea, yo lo complico más y pongo acá altruismo erótico y altruismo afectivo porque al hablar de un trabajo afectivo entramos a otro plano. Personalmente conozco mucha gente a la que no le interesa exponer en ninguno de los lugares que aquí se mencionaron, o sea no es un interés para nada, se trata de otro tipo de interés creativo, más allá de artístico, creativo totalmente. Entonces, si dejamos la topografía en una globalización como proceso lógico que de pronto nos encuentra, nos perdemos de analizar históricamente y críticamente todo un proceso de construcción de un modelo super sofisticado. Creo que la dirección que se está llevando no es positiva para la gran mayoría del pueblo, si alguien dijera que está funcionando, esa es una discusión que deberíamos tener. O sea: ¿El modelo está funcionando? ¿Funciona para todos ese modelo? El ciudadano común no tiene ningún lugar dentro de toda esta topografía. Entonces yo me preocupo, porque no lo siente todavía.. Si no nos metemos en una economía política del valor artístico pues nos perdemos, de alguna manera, de tomar muy en serio cualquier actividad que nosotros realicemos como creadores sea pequeña o sea inmensa, sea Bilbao como franquicia o el acto de simplemente crear un objeto y repartirlo entre un montón de gente de la calle porque se te da la gana de darles algo, como muestra de afecto, quieres regalar porque te parece realmente bonito hacerlo. Entonces, me parece que un poco la historia es retroceder y ver esa globalización: cómo afecta al arte, cómo afecta la creatividad. Esta cuestión, a mi parecer, determina finalmente la posibilidad de que tú puedas concebir mentalmente que tu acto creativo pueda desencadenar en la sociedad, pueda tener confluencia. Entonces siento que si dejamos el debate en este momento y empezamos a cuestionar, bueno, es un tema muy complejo y yo siento un poco que es necesario quizás insistir en esto.
Ricardo Basbaum
Não sei, o que me incomoda um pouco na sua colocação é de um problema mesmo contínuo e que aí há mesmo uma tomada de posição, eu creio, não consigo deixar de lembrar uma formulação que me parece muito clara que vem da filosofia do trabalho do Deleuze do que ele chama “devenir minoritario”. O tempo de trabalho de arte assim como o tempo da filosofia ou do poema é um tempo muito lento e o problema não é da obra, são das mediações. E me parece que o que se coloca é um investimento nas mediações sejam elas comunicativas, televisão, rádio, internet, periódico, outdoor o que seja, por que isso está muito atrás, muito detrás da produção artística que avançou muito mais e essas mediações, em geral, são dominadas pelo poder econômico de maneira direta. Então se pensarmos nessas mediações, que são muito complexas - é uma rede que pode ser muito complexa - trabalhando junto dos trabalhos dos artistas, existem artistas que trabalham nisso completamente, pode se pensar claramente que o quadro seja outro, sobretudo quando se pensa no divórcio que existe entre ensino e produção artística. Então é muito simples se você pensar que esse conhecimento produzido está completamente alijado da educação desde o início. E se você pensar que isso poderia estar fazendo parte do aparelho educacional desde que as crianças são pequenas creio que tudo isto seria diferente. Então, creio que, geralmente se simplifica o problema culpando as obras, dizendo que são intermédicas, são complicadas, que o discurso ninguém compreende, quando, creio que o problema não é esse. Não se trata de simplificar, porque ninguém acusa a filosofia de ser complicada, o Kent de ser complicado, o Hegel ser complicado, porque a produção do pensamento não pode ser simples. Eu acho que a arte moderna caminha em paralelo com a produção do conhecimento, assim como os físicos, químicos, filósofos, sociólogos, antropólogos, o que seja. Ninguém pede para que esses campos se simplifiquem, no entanto, freqüentemente se pede que a arte se simplifique.
Reinaldo Laddaga
Quería decir algo en relación a las mediaciones y a la problemática de la globalización. Lo que trataba de hacer es trazar algunas líneas a través de las cuales procesos de globalización impactan en la escena del arte. Me parece que lo verdaderamente importante no es vincular directamente arte y globalización sino pasar por los espacios intermedios a través de las cuales pasan las corrientes de influencia. Incluso si de lo que se trata es de construir, lo que todos nosotros tratamos de construir, herramientas para que los individuos tengan más control de lo que les sucede, y este es el lado depresivo en los procesos de globalización, no? Como argentino creo que esto se entiende, pero digo, de lo que estamos hablando entre otras cosas es de esto: construir herramientas que le permitan, a la gente y a nosotros para empezar, tener más control respecto a aquello que nos sucede.
Francisco Reyes Palma
Bueno, de Reinaldo a mí me llamó mucho la atención esta cuestión de la incoherencia, me pareció que era un punto como muy estimulante para pensar. El panorama es muy complejo, muy desperdigado. Y es curioso, conforme ibas hablando, a mí me empezó a surgir la necesidad de ubicar una serie de puntos en esto que desemboca en las grandes bienales. Entonces primero está el punto colonial curiosamente, que no lo citaste con ese nombre pero hiciste referencia. Y claro es una lógica que sí no apareció y me preguntaba y bueno ¿esto en dónde quedó? Pasamos de ahí a la incoherencia y más bien olvidamos un elemento que es la feria universal, es decir creo que logramos la mezcla de esos tres elementos. Entonces seguí pensando de pronto: ¿Qué pasa con estas bienales? Es la misma sensación del mundo en general una operación de incoherencia ¿Y qué es lo incoherente? cuando tu te encuentras por ejemplo, yo esto nada más lo vi como un síntoma, pasas de Venecia a Basilea. Ambos puntos están conectados perfectamente en tiempo. Los coleccionistas están dos días en Venecia e inmediatamente se van a Basilea y ahí es donde realmente se realiza la cuestión de intercambio mercantil. De pronto uno observa que hay una proliferación de bienales que tendríamos que analizar. Por ejemplo: la simulación de bienal que es Valencia frente a otras como la misma Basilea que tiene una consistencia. Entonces uno se pregunta si hay estructura, si hay una organización, si hay fuerzas que se mueven, es decir y nosotros nos movemos a veces en un mundo muy endeble entonces ¿cómo pensar ligándolo al deseo? Un poco yo pensé que a veces somos el deseo del otro y vivimos siendo deseo de una representación del otro y de un poder muy difuso pero un poder muy irrebatible. Es realmente apabullante. Yo creo que estos espacios como las bienales no hacen sentido. Es decir: el sinsentido que dejan finalmente plantea algo que si es muy coherente. Digamos que el arte es un gran valor, suficiente para movilizar mazas. Lo que da de crítica Documenta es verdaderamente inmenso, ya se volvió un fenómeno de masas la crítica, la cantidad de curadores. El curador no apareció mucho en esta charla pero es una figura como muy interesante en todo este juego que vale la pena trabajarla un poco. Entonces no sé si coherente o incoherente, no sé si valdría la pena tratar de hacer el ejercicio, (yo sé que son juegos mentales, que se escapa el problema) pero el tratar de capturar un poco como está estructurado y como de alguna manera nos hace desearlo dentro de una estructura, nos involucra, nos fuerza de alguna manera a una cantidad de representación. Y hablando de representación por ejemplo el caso del contexto, era muy interesante ver los jóvenes trabajando en contra de la idea de Nación pero en la obra no solamente en el discurso, entrevistas y eso, las obras planteaban eso. O sea hay un planteamiento que se acabó la Nación, todo es movimiento, todos estamos representados y a la vez hay una no representación, una pérdida general de imagen por exceso. Este es un punto que me plantearía ¿Qué ocurre cuando es tal exceso y tal volumen?
Reinaldo Laddaga
Yo lamento no haber reservado un espacio más grande para el Estado, un poco aparecía en los comentarios y me parece justo analizar el problema de que pasa con el Estado y todo esto. Quiero detenerme en eso porque que la cuestión de las ferias universales me parece que es importante. Tengamos en cuenta que las ferias universales son emblemáticas de un momento de globalización particularmente alto: la globalización liberal bajo la hegemonía inglesa. Sería interesante hacer el paralelo entre las ferias universales y las bienales por supuesto. Cuando decía incoherencia no decía el paso de un estado de coherencia total a un estado de incoherencia completa, hablaba de grados de incoherencia, de incoherencia relativa. Una de las razones por las que me parece útil hablar de una relativa incoherencia es porque me parece útil pensar en el presente como una fase transicional y de relativa desestructuración. Una fase donde lo que queremos decir no se dice bien con las palabras que decimos. Por ejemplo, estamos hablando de obra todo el tiempo y el caso es que, aquello de lo que estamos hablando cuando hablamos de obra, se parece poco a lo que solíamos llamar obra. De modo que no está claro si la palabra obra es un posibilitante o un obstáculo. En todo caso me parece que la mayor parte de nosotros sentimos que no estamos enteramente seguros de que es lo que queremos decir cuando decimos obra. Entonces existen discrepancias entre lo que se ve y lo que se dice pero también en la multitud de discursos, a veces contradictorios, que aparecen en situaciones como justamente Documenta, donde el discurso del arte y el discurso del turismo tratan de armonizarse lo mejor posible sin lograrlo plenamente. La gente de las fundaciones o de los museos viene de la cultura empresarial y tratan de sostener al mismo tiempo el discurso de la eficiencia y el discurso clásico de la nobleza del arte, discursos que no funcionan bien entre sí. En esta disonancia de los discursos, a veces del mismo discurso, palabra tras palabra me parece que se lee un índice de relativa incoherencia que es normal en una época de transición. El caso es que no hay teoría del presente. Hay realmente muy poca teoría acerca de que le está pasando al arte en el presente. Por supuesto hay muchísimo discurso de tipo periodístico o de opinión pero poco discurso sostenido y sistemático respecto a las transformaciones en curso. Sin duda algo se está produciendo y se está produciendo ya. Sin duda es posible que se pase a un nivel más alto de coherencia en el sentido de uniformación de los discursos, de articulación de las partes de las organizaciones. Cuando digo incoherencia no hablo de una situación donde no haya excesos de poder sino al contrario. En cierto punto creo que esa incoherencia es como una suerte de sobrecarga de poderes en torno al espacio del arte que el espacio del arte muchas veces no está en condiciones de sostener verdaderamente.
Angélika Heckl
Lo que me alivia es lo que dice Ricardo (Basbaum) cuando dice que el artista como creador puede ser también gestor y puede ser curador y puede ser crítico. Es decir, eso amplía mi campo de acción entonces de ahí la gestión de repente se vuelve mucho menos ajena a mi ser. Entonces me alivia lo que dice porque de repente nosotros hemos venido aquí porque tenemos iniciativas que, aparentemente son ajenas a nuestro ser artístico, pero yo prefiero la definición de Marcos (Hill) por altruismo erótico volver a introducir, a ser parte del mismo proceso creativo, me gusta esa ampliación del concepto de creación. Yo creo mucho en el proceso, la gestión es un proceso, la visión y la observación de la obra de afuera de otro punto de vista es un proceso, la conceptualización, todo eso es un proceso que hace parte de nuestra creatividad. Entonces: ¿Por qué no lo tenemos que hacer? No sé, yo no soy una filósofa ni nada de eso, pero yo veo que la existencia de estas multinacionales del arte, esta cosa gigante que está pasando así global, a la vez crea la posibilidad otra vez del microespacio y de la iniciativa de intensidad. Yo creo en eso y creo que no soy la única, creo que muchos de nosotros creemos eso.
Francisco Alí Brouchoud
Quería retomar un par de ideas en cuanto a esta descripción que se hacía del sistema del arte, y por ahí recordar una figura que me parece muy importante que es la de Set Sigelow que creo que, de alguna manera, fue el primer curador conciente de ser curador. Durante los 70’ él había empezado a hablar de esta cuestión de un centro, un centro desplazado que iba a estar en cualquier lugar donde hubiera un artista. Es decir que esto ya se podía pensar en los años 70’. Me parece que este modelo que definimos como modelo actual, el modelo de las grandes bienales, está en crisis como el modelo de los grandes museos. ¿Por qué hay un auge de las iniciativas de artista en función de esto? Me parece que hay una especie de relevo en el área interna del sistema del arte que reconduce otra vez la cuestión al lugar de la producción, al lugar del artista. Así como en el debate el lugar que ocupaban los curadores, que eran como una especie de superstars en el sistema del arte, fue bajando; También fue creciendo nuevamente la figura del artista que finalmente es el lugar de productor. La última gran bienal en el sentido clásico, clásico moderno, tal vez haya sido la Documenta curada por Catherine David ¿no? Posteriormente a esa Documenta creo que el modelo entró en crisis muy rápidamente.
Lupe Alvarez
Bueno, yo no estoy tan segura que el modelo de las grandes bienales, a pesar de que evidentemente tiene sus bemoles, esté en crisis. Los grandes eventos, cuando digo bienales me refiero a todos sus colaterales, estos grandes eventos que son el espectáculo del arte conforman un fenómeno importante que es el fenómeno de la proliferación de las grandes ciudades que necesitan fuerzas, que necesitan un infraestructura muy importante para el turismo cultural. Evidentemente, incorporado a las redes del turismo es que ha aumentado con una densidad verdaderamente preocupante el número de museos. Todos estamos concientes, desde el punto vista de la crítica cultural, de que el modelo de museo ya no satisface y se apoya en múltiples puntos de vista, no de ahora sino desde las vanguardias. Ya desde la última Documenta para acá el modelo de museo está en crisis. Proliferan los museos y eso tiene que ver con una situación geopolítica. Igualmente las bienales han proliferado grandemente porque las emergencias políticas de ciertas ciudades, que quieren asimilar desde una problemática política un reingreso a cierta geografía, usan la bienal. Es el caso de la bienal de Johannesburgo o el caso de la bienal de Seúl, creo que hay ejemplos bastante fuertes en ese sentido.
Otra cosa que habría que pensar es en no situar el problema en una recuperación aurática de la figura del artista y que hay que poner en contra de la práctica curatorial por ejemplo. La práctica curatorial tiene una raigambre de necesidades infernal en la caída de un modelo universal del arte, de una jerarquía, de una sola narrativa en el mundo del arte. No creo que haya que pensar que el curador o la práctica curatorial han opacado o maltratado al artista. En todo caso me parece que un tipo de práctica curatorial y el testigo de cierta práctica curatorial dentro de los circuitos del arte como espectáculo sí, evidentemente, precisan de un sentido de curador que es bastante denostado con legitimidad dentro del mundo el arte pero no necesariamente eso todo.
Hilvano esto con otra idea. Yo creo que hay suficiente exploración teórica en torno a la caída del mito del artista como héroe. Recuerdo así, sin detenerme mucho, un trabajo que fue bastante polémico que es el libro de Jean Claire “La responsabilidad del artista” y un comentario corto bien interesante para entender algunos procesos del arte y que a mi modo de ver ha sido muy importante que hizo José Luis Vélez que se llama “El artista suficientemente bueno más allá del artista de vanguardia”. Creo que estos son puntos de referencia de un debate que constantemente tenemos que retomar, para no volver a otra jerarquía del proceso del artista que sería bien desgastante en el mundo de las prácticas contemporáneas del arte que son tan complejas, que tienen tantas alternativas y posibilidades.
Gabriela Forcadell
Yo creo que estamos hablando desde un lugar un poco acotado, que tiene que ver con nuestra situación geográfica y con intereses también del grupo que está acá hoy, en relación a la situación del arte y a las instituciones del arte. Me parece que hay que ampliar un poco más el contexto al tratar de debatir. Digamos que, desde el planteo de que el arte es bueno y es algo que tiene que ocurrir, eso desde el contexto de una cultura que tiende cada vez más a lo espectacular y a una situación de capitalismo burdo dentro de diez años es probable que nos encontremos con mapas de audiencia mediática que más allá de las utopías de las primeras experiencias de internet también van a generar una producción de arte muy distinta a la nosotros hoy entendemos que forma de la cultura objetual de las galerías. No me extrañaría que se hicieran concursos para ver quien es el artista más famoso en cada país y esto puede estar ocurriendo de aquí a un par de años. Esto puede generar un montón de debate, y lo mismo sucede con respecto a las bienales, pero yo sé que la gente está más contenta yendo a las bienales, que cada vez son más populares y que cada vez generan más dinero. Yo puedo estar en una posición crítica de decir que para mí eso está perimido y que el arte pasa por otro lado. Sin embargo al mismo tiempo que vemos que es obvio que es un entretenimiento de masas también vemos en los últimos años como el arte era parte de una elite cultural y luego, por algunas situaciones políticas, se dio esa comunión del arte con el pueblo que hoy por hoy pasó de un grupo de conocedores a un espectáculo de masas.
Reinaldo Laddaga
Quiero decir que en televisión el reality show de artistas en realidad se hizo hace un par de años, con poco éxito, el show, el premio digamos hacer una muestra en una galería de moda. Los artistas hacían sus obras en el lugar y después llegaban los críticos, todo el proceso era un poco aburrido.
Mauricio Delfín
Disculpen, yo quería retomar un poco la idea industria cultural o industria creativa como el nuevo modelo de integración en la creación cultural que puede abarcar desde arte hasta cine o lo que sea. Eso genera la relación con la industria. Lo que yo veo, por lo menos en los tratados de libre comercio ahora, es que el sector cultural tiene que adaptarse a una lógica de industria. Entonces se hace el par entre turismo y creación artística a veces sin considerar que consecuencias tendrías eso en la producción misma. Quizás en algún momento, cuando se plantea Bilbao mismo puesto como industria cultural, lo que se está buscando desde los empresarios es que tal vez American Airlands se entusiasme y baje el precio de los pasajes a Bilbao, que sería un golazo; Y si se pronto yo me lanzo a criticar las líneas aéreas y trabajo con los aviones que se caen a ellos no les va a gustar porque son parte ahora. Esto genera una serie de nuevos posicionamientos a partir del modelo de industrias culturales y yo creo que ese debate recién inicia.
Reinaldo Laddaga
Quiero observar una cosa en relación a la cuestión del poder, creo que es un debate que recién se inicia y que no es enteramente diferente a los debates comunes que hay en relación a la militancia global, en relación a cuestiones del tipo de la ecología y de derechos culturales y todo esto. Y creo que hay un paralelo interesante entre estos modos organizacionales de la sociedad civil global y los modos organizacionales de las iniciativas de artistas hoy. Una de las razones, entre las cuales en verdad subrayo la cuestión de la incoherencia relativa más que de la coherencia relativa del asunto, es porque es necesario percibir también las oportunidades de intervención que ofrecen las instituciones. Esto me parece particularmente importante, estos puntos de incoherencia relativa son también puntos de intervención. Incluso curiosamente el presente es al mismo tiempo que el del ultracrecimiento de las organizaciones el de la posibilidad de un impacto desproporcionado de la pequeña acción vamos a decir. Eso me parece particularmente importante y es algo que no nos permite pensar el modelo actual desde la institución versus individuo.
Público
Jaime, a propósito de tu trabajo quería preguntarte ¿Cuáles pensás que son las necesidades del público?
Jaime Iregui
Bueno, en actividades recientes un poco lo que se planteaba era que el público siente que en el arte contemporáneo, que en el caso de Colombia está puesto en salas institucionales, a veces no tiene como un proceso de soportes, de contextos para poder navegar por esas exposiciones. Entonces de pronto lo que se siente es que el público es indicador cuantitativo, por asistencia. Eso hace que se generen muchas exposiciones espectaculares que son por ejemplo históricas, la vida de un faraón de Egipto, etc. Se busca sumar, atraer grandes cantidades de público, como decía Reinaldo, las grandes masas para que la cifra de la asistencia sea como lo que defina la exposición. Entonces un poco la queja del público es que por el lado de los museos se está trabajando más por exposiciones masivas y menos por exposiciones experimentales y están acercándose más a modelos que son como de espectáculo en ese caso. Eso por un lado y por otro lado, en el caso de las galerías, se cuestiona mucho también que la galería en el caso de Colombia, inicialmente en los años hacia los años 80’y 90’ tenía como función también fomentar grupos de artistas, como pasaba con los museos. Y últimamente la galería se ha definido más como un espacio de comercio, o sea hay cuatro o cinco galerías y ya su función es estrictamente comercial. En el caso de los museos esto pasó a una discusión en la esfera pública. En la medida en que ha desaparecido el Estado los museos están desesperados por conseguir patrocinios y están negociando con multinacionales, entonces el público siente que no hay una claridad por parte ni de las instituciones, ni de las galerías. Las galerías tienen arte comercial y muchas veces los museos parecen también lugares de mercancía.
Público
Dado que la comunicación tradicional, digamos punto a punto, entre la obra de arte y el receptor está en cuestión, así como está cuestionado el concepto de obra y también del otro lado el concepto de artista; y dado el señalado el papel de interface que marcó Ricardo, de interface entre datos, información y producción artística; y habida cuenta de la relativa independencia o autonomía posible de estas interfaces, podríamos pensar en un arte posible sin artista y sin obra, por lo menos en la medida de lo actualmente conocido, a la manera de que existe un saber puesto en práctica o llevado adelante por no especialistas o nuevas interacciones entre especialistas y no especialistas, legos en general.
Ricardo Basbaum
Creio que existem muitas experiências que tocam nisso, quando pensamos em um artista como Alain Controu, que desenvolveu atividades que eram obra e não - obra ao mesmo tempo, gestos cotidianos. Só creio que é interessante, digo assim, os próprios artistas desenvolvendo estratégias de linguagem de fuga da arte, o tempo inteiro, não? Porque ás vezes me incomoda um pouco que usemos o termo arte, arte, arte. A palavra é a mesma, mas são tantos sentidos, é um termo plural, com certeza. Temos arte de entretenimento, arte de, enfim, menos entretenimento, temos arte ao mesmo tempo de todos os tipos e classes e temos que nos colocar em relação ao tema para saber o que nos interessa. É possível fazer arte sem artistas, mas eu acho que é interessante, manter da mesma maneira como se falou hoje, se discutiu a morte do autor, e tudo mais. Assim, hoje se recupera um pouco esse lugar do autor, não há uma recuperação, mas é tentar pensa-lo de outro modo. Eu acho interessante manter a idéia de que existe uma possibilidade de intervir no processo. Mas não é necessário que tenhamos uma obra de padrão artista, no sentido físico da palavra. Incomodou-me um pouco a discussão aqui. Acho interessante a questão do desejo, mas eu acredito que fomos muito caricaturarios aqui nessa fórmula do artista gestor, oportunista, narcisista, eu acho que a gente tem que incluir outros termos, outros diagnósticos, paranóico, o que seja, porque me incomodou um pouco. Acho que a questão do desejo é importantíssima, mas corremos o risco aqui de uma caricatura e esquecemos também as obras coletivas, que não encontramos o artista, mas encontramos grupos trabalhando juntos. Mas creio que a idéia de obra é interessante como ruptura, como corte, como inversão. Podemos ter obras sem artistas, com certeza, mas eu acho interessante manter a idéia de obra, sobretudo, porque existem, em termos da história da arte contemporânea, trabalhos interessantes, pesquisas, que são pesquisas limites mesmo, que buscavam escapar da arte sem conseguir escapar de alguma maneira.
Reinaldo Laddaga
Da la impresión que la mayor parte de estas iniciativas combinan de una manera o de otra artista y no artistas, para decirlo rápidamente, esa me parece una situación bastante interesante. Creo que hay paralelos, también acá, que vale la pena considerar. Estoy pensando en proyectos del tipo Linux, donde hay formas de colaboración que no son simplemente la eliminación del técnico, vale decir la construcción de formas de mediación y de diálogo entre técnicos y no técnicos en el caso de Linux. Me parece que en la mayor parte de estos casos hay formas de combinación. Creo que de eso se trata explorar entre saberes “especializados” y saberes genéricos, lo que cualquiera sabe hacer. Tenemos que tener en cuenta que esto se produce en una situación de doble dinámica entre otras cosas, lo que es característico del arte conceptual, es el término norteamericano que lo llama skilling la pérdida de centralidad, del skill, de la habilidad de técnica en tanto vinculada estrictamente a un medio. El artista hoy hace objetos, el acoplamiento entre un individuo y un medio es menos central en la escena artística hoy. Del otro lado lo cierto es que el incremento de expresividad de la gente es enorme. Tenemos que tener en cuenta que hoy todo el mundo, de un modo o de otro, es capaz de manejar por ejemplo el lenguaje de la moda. Existe la capacidad de construir un personaje más o menos público a partir de la moda, por ejemplo; pero también existe la multiplicación de formas de presentación de sí mismo que hace posible internet. Lo cierto es que tengo la impresión de que, entre otras cosas, si para los artistas es posible colaborar con los no artistas es porque los artistas son menos artistas de lo que solían ser y las personas son más artistas, si pensamos “artista” en términos de alguien capaz de construir una cierta disposición de las apariencias en una escena como artistas.
Jaime Iregui
Si, tengo dos puntos para señalar con respecto a eso. El primero es que de pronto los artistas trabajamos mucho como pensando en la recepción del proceso artístico. Nos volvemos como demasiado especializados en lo que se construyó alrededor de la obra y eso es casi como una obra. Es decir, entre la obra y el contexto en el cual la obra se conecta con un público o una comunidad se pierde el límite. De modo que la obra no es solamente un objeto sino también lo que se dice se dice sobre ella, la obra pierde límites específicos. Entonces hoy hay una estética para entender la obra, que ya se denunció hace tal vez cinco o seis años, que se sale a lo relacional. En mi caso de lo que trataba era de pensar públicamente en el objeto y dejar de pensar tanto en la relación que tiene con el público. Esa es una cosa, por otro lado hace poco vi en internet el caso de un profesor de medios digitales, creo que era en Nueva York, que llevó a su grupo de alumnos al MOMA y les propuso hacer unas analogías ellos mismos. Y lo que ellos hicieron fue un taller de clases, tomaron al MOMA y tomaron por ejemplo los Picassos. Ellos hacían como trabajo de clase por ejemplo lo que pensaban sobre Picasso, le ponían una música e hicieron eso en Mp3 y comenzaron a bajarlo poco a poco y la gente se enteró y masivamente la gente, el público en general, comenzó a escuchar la forma en la cual el público “no conocedor” veía esas obras. O sea que es más interesante para la gente ver como la gente piensa las obras que como piensa un especialista. De pronto a la gente le dice más sobre las pinturas el ver como un chico que le pone una música de rap o algo así, o canta al lado de la obra de Picasso, les dice mucho más eso que los textos del curador oficial del MOMA. Entonces, en ese sentido, yo creo que puede haber en el futuro un consumo productivo que se abre a esos parámetros oficiales de cómo ver las obras, que es lo que yo creo que aleja a la gente de los museos. Porque: ¿Cuál es el discurso oficial de la obra? Es decir, se crean textos y todo eso y de pronto este tipo de iniciativas pueden llevar a decir lo que uno piensa como público que también es importante.
Diana Aisenberg
Yo te quería preguntar a vos, Jaime si estás pintando tus cuadros abstractos y, después de esta experiencia en internet entre el espacio público y la creación de esa esfera pública, si estas preocupaciones que tenías al principio de las tensiones dentro del espacio del cuadro siguen iguales o se transformaron.
Jaime Iregui
Eso transformó fuertemente el trabajo en la medida en que me llevó de pronto a pensar sobre el espacio como relaciones con el medio, el contexto y su recepción. Entonces realmente uno estaba haciendo abstracción, estaba haciendo representación de esas tensiones. Así, poco a poco, en el trabajo con el público y todo lo que señalaba alrededor (algo que señalé ayer en el audiovisual) es que me interesó más bien como encontrar tensiones en el espacio público y hacer un registro de eso a través de la fotografía. Desde hace unos cinco o siete años mi trabajo se ha centrado un poco en hacer visible como esas tensiones que uno ve, abstractas geométricas, aparecen ya en las ciudades en su forma. Esto aparece de pronto en su forma de exhibición, en cómo la ciudad misma es en sí un sistema que también se sitúa más allá de un museo en el cual se exhibe una serie de cosas. Entonces, mi trabajo era ver también como la gente tiene prácticas. Cuando se trata de los museos ver cómo la gente colecciona, la gente exhibe dentro de sus salas. Hay como formas digamos, yo personalmente pensaba que estaban allí, en el museo, pero que son más bien formas en las cuales la ciudad se va construyendo históricamente, que es a través de la exhibición constante de todo. La ciudad, como sistema de exhibición, aparece básicamente en el siglo XIX con toda esta nueva globalización de la que hablaba Reinaldo. Al mismo tiempo aparecen los museos, los pasajes y luego la fantasmagoría, si se quiere, de las avenidas. Todo esto es un proceso, digamos, de exhibición. Yo perdí el límite de pensar en el arte como el hacer un objeto y me interesó más bien hacer un registro dentro del espacio público. Dejé de ver esas tensiones como en líneas abstractas y empecé a verlas más bien como tensiones de fuerzas y poderes en las formas de controlar el espacio público. Digamos que el espacio público se volvió ahora como una expresión del espacio de la vida cotidiana, las prácticas de espacio, todo ese tipo de cosas que está como en un pase del espacio abstracto a un espacio no abstracto que es la ciudad.
Diana Aisenberg
Bueno muchas gracias a todos ha sido una mesa muy fácil de moderar.
 
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Gestión y práctica artística

1/11
Estrategias artísticas para la construcción de redes de colaboración
2/11
Diagnóstico de políticas culturales en la Argentina
3/11
Políticas culturales en Latinoamérica y posibilidades de construcción de redes culturales de cooperación
4/11
Teoría y práctica artística
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Conclusiones