Encuentro de proyectos de gestión independiente

Dossier participantes

CAPACETE ENTRETENIMIETOS
Río de Janeiro, Brasil
Director: Helmut Batista
Río de Janeiro, BRASIL
capacete@visualnet.com.br


CAPACETE entretenimentos tem como proposta expor e produzir trabalhos conceituais e contextuais inéditos, abrangendo múltiplas estratégias artísticas. CAPACETE entretenimentos documenta suas atividades e serve como ponto de partida para a auto-representação de um grupo de artistas nacionais e internacionais.
É de fundamental interesse representar e possibilitar uma continuidade não somente de linguagem, como servir de plataforma na construção do próprio histórico do artista, documentando sua produção e trazendo-a ao alcance do público. O agenciamento é seu próprio conteúdo.

CAPACETE entretenimentos se propõe a viabilizar e agenciar produções que explodem com a idéia do referencial de uma sede fixa. O interesse é o espaço entre a galeria e a cidade como histórico urbano, em suas múltiplas manifestações.

Iniciando suas atividades em julho de 1998 sob o nome de Espaço P, em um apartamento residencial da Rua Paissandu, Bairro do Flamengo, Rio de Janeiro, ainda ali passou a se chamar Espaço Purplex. Em 1999, mudou para Capacete Projects. Trabalhou em conjunto com o AGORA até final de
2001 com o nome de CAPACETE entretenimentos. Hoje, seu escritório central fica no bairro da Glória, Rio de Janeiro. Como artista convidado da Bienal 2002, CAPACETE entretenimentos apresenta seu novo conceito de produção/escritório móvel a partir de dois projetos de Marie-Ange Guilleminot e Marssares. Desde 2002, sua sede e principal espaço de atividades tem sido a escola de cinema Darcy Ribeiro. Para o ano de 2003 recebeu subvenção da Fundação Daniel Langlois.

Muitos dos projetos do CAPACETE entretenimentos dos últimos anos tiveram o efeito de fazer parte da cidade, transformando-a, remapeando-a ou revelando-a de um modo dife-renciado (ex. Rubens Mano / Dominique Gonzalez-Foerster / Bruno Serralongue / Pierrre Huyghe / Marssares / Ana Infante / Ducha / Tiago Carneiro da Cunha / Pierre Huyghe / Shimabukuro / Pierre Bismuth / Marssares / Cinema Capacete etc.).

Estes projetos exploram as interfaces entre a cidade e a imagem (móvel ou estática) e/ou palavra (escrita ou falada), com a intenção de escavar uma série de espaços que evidenciem a constante mutação dos centros urbanos da metrópole em seu contraponto entre a narrativa e o lugar, linguagem e locação, política e sensibilidade coletiva, ficção e arquitetura, o social e o espaço público, a natureza e o avanço tecnológicos.
São levados em conta diferentes aspectos dos centros urbanos para se poder definir e criar novas linguagens (seja de forma escrita, visual ou falada), transformando o ambiente urbano num circuito histórico da experiência pessoal.

CAPACETE entretenimentos desenvolve esta agenda através de diversas estratégias como o jornal PLANETA CAPACETE e CATÁLOGOS de ARTISTAS (1) e seu escritório móvel “A banca Nš. 2” (2), programa de residência (3) e colaborações com outras organisações e festivais (4) de modo a incentivar novas formas de pensar dentro do contexto artístico, deslocando-o na direção dos muitos centros da metrópole; aos lugares e experiência que achamos que conhecemos, tanto quanto ao lugar e a experiência que nos iludem.

1. PLANETA CAPACETE e CATÁLOGO DE ARTISTAS
Em 2001, CAPACETE começou a publicar o PLANETA CAPACETE, um jornal trimestral gratuito que destaca temas e teorias abordados em exposições em curso. Cada edição é fisicamente única; um artista brasileiro diferente é convidado a criar o layout, o conceito e o design. 5.000 exemplares de cada edição são produzidos e mandados por correio para mais de 1.500 pessoas, no Brasil e no exterior. PLANETA CAPACETE também é distribuído gratuitamente nas universidades, centros culturais, livrarias e museus em todo o Rio de Janeiro, em São Paulo e outras cidades brasileiras. O jornal é impresso em português e pode ser recebido em inglês, sob encomenda.
Em 2003, CAPACETE deu início à edição de catálogos de artistas brasileiros emergentes. Estes catálogos são distribuídos através dos mesmos canais que o jornal. Até o momento, foram impressos sete catálogos, em colaboração com a GASWORKS, espaço artístico independente em Londres.

2. ESCRITÓRIO MÓVEL e CONCEITO DE PRODUÇÃO MÓVEL
Em 1999, CAPACETE apresentou seu primeiro escritório/galeria móvel denominado “Banca Nš.1”. Esta serviu como protótipo para a “Banca Nš.2”, uma unidade modular, multifuncional construída com metal galvanizado e placas de acrílico, painéis de energia solar e rodas. “Banca Nš.2”, criada por Helmut Batista com Marie-Ange Guilleminot e Marssares, foi apresentada pela primeira vez em 2002 na Bienal de São Paulo. Desde sua inauguração, CAPACETE produziu cinco projetos ao ar livre.
Este escritório/espaço-de-exposição portátil permite total mobilidade para a produção e exibição de trabalhos de arte em áreas não habituais, tornando possível alcançar um público que tem pouco ou nenhum contato com arte contemporânea.

3. ARTISTA EM PROGRAMA DE RESIDÊNCIA
Criado em 2002, em parceria com o Consulado Francês do Rio de Janeiro. Desde 2003 CAPACETE faz parte do HIAP (Helsinki international artist in residence program). Por meio deste programa, artistas selecionados por nosso júri obtém financiamento para sua residência através de fundações públicas e privadas nos seus países de origem. CAPACETE integra o artista visitante à comunidade artística local e facilita aspectos logísticos de seu projeto. CAPACETE sedia também um programa de residência para artistas franceses, patrocinado pelo Ministério da Cultura da França.

4. Colaboração com outras organizações e festivais
Em cinco anos, CAPACETE apresentou mais de 50 exposições de artistas nacionais e internacionais.
CAPACETE desenvolveu parcerias com instituições no Rio de Janeiro e no exterior. Surgido em 2001, CAPACETE começou a trabalhar com o Festival do Rio (Festival Internacional de Cinema do Rio) exibindo uma série de vídeo-instalações. Em 2003 esta colaboração completa seu terceiro ano. A partir de 2002 produziu várias exposições e projetos na sua sede na nova Escola de Cinema Darcy Ribeiro, situada no centro do Rio de Janeiro. Em 2003, CAPACETE começou a trabalhar com o Cinema Tropical, organização de arte independente baseada em Nova York, apresentando uma série de projeções de vídeos intitulada TO FREE THE CINEMA. A série enfoca o trabalho de artistas nova-iorquinos que utilizam o vídeo explorando tanto a linguagem quanto o próprio meio no contexto da sociedade contemporânea, da cultura e da política.


El coordinador de CAPACETE ENTRETENIMENTOS es Helmut Fuhrken Batista.
Helmut vivió en París entre 1985 y 1988, y estudió en la ESAT (école superior des arts et du teatre). Fue asistente de cámara de varios films. Entre 1988 y 1992 vivió en Viena, donde trabajó como asistente de escenografía y de dirección en la Opera de Viena. Publicó los libros “Puplic Intervention” (Viena, 1991), “The Interventionist” (Viena, 1994) y “You Do Not Need To Pay, But You Have To Cconsume It”, (Milán, 1997). Algunas exposiciones individuales: Masataka Hayakawa Gallery, Tokio; Raum aktueller Kunst (Martin Jander), Viena; Galleria Neon, Bolonia; Galleria SALES, Roma; Galeria Massimo de Carlo, Milán; ARS Futura Gallery, Zürich; Schipper&Krome Gallery, Berlín; Air de Paris, París; Jennifer Flay Gallery, París; Villa Arson, Niza; Plug-In Gallery, Winnipeg; Or Gallery, Vancouver; The Banff Center, Banff; Torch Gallery, Amsterdam; Damasquine Gallery, Bruselas. Recibió premios de la Fundação Pollock and Krasner Foundation (New York, 2000), el Bundesministerium für Kunst und Wissenschaft (Viena, 1996) y el Atelhier für Auslandskunst - Fotografie (Viena, 1993).


ACTIVIDADES 1998 - 2003
2003
Diciembre - Lygia Clark, Marepe, Marie-Ange Guilleminot, Helmut Batista – “construa você mesmo o seu espaço a viver”.
Septiembre - TO FREE THE CINEMA - Programa 4, curado por Karyn Riegel - Cinema Tropical, New York
Septiembre/octubre - Cinema Capacete III / “loop // not video, nor cinema, neither televisión” - con Marcos Chaves, Brice Dellsperger, Tiago Carneiro da Cunha and Pierre Bismuth – junto con el Festival Rio 2003, Instituto de Audiovisual Escola de Cinema Darcy Ribeiro, RJ
Agosto - TO FREE THE CINEMA - Programa 3, curado por Karyn Riegel - Cinema Tropical, New York
Agosto - Vimukti Jayasundera – “Vide pour l’amour”
Junio - TO FREE THE CINEMA - Programa 2 curado por Karyn Riegel - Cinema Tropical, New York
Junio - con Paulo Vivacqua – instalación sonora
Mayo - TO FREE THE CINEMA - Programa 1 curado por Karyn Riegel - Cinema Tropical, New York
Mayo - con Caspar Stracke “No Damage”
Marzo/abril - con Taro Shinoda y Tsuyoshi Ozawa

2002
Septiembre/octubre - Cinema Capacete II / “not video, nor cinema, neither televisión”
con Christian Lemmerz & Michael Kvium, Marepe, Stephen Dean, Jun Nguyen-Hatsushiba, Johan Grimonprez, Ducha, Andrea Fraser, Seppo Renval. – junto con el Festival Rio BR 2002, Instituto de Audiovisual Escola de Cinema Darcy Ribeiro, RJ
Julio - A BANCA N.2 - Bienal de São Paulo - con Brígida Baltar y Camila Rocha – proyecto en colaboración con CAPACETE Entretenimentos y el Festival de Inverno do Rio de Janeiro.
Marzo - A BANCA N.2 - con Marie-Ange Guilleminot y Marssares – Participación en la XXV Bienal de São Paulo.

2001
Deciembre/enero - Tiago Carneiro da Cunha y Enrico David
Septiembre/octubre - Cinema Capacete / Films de los artistas Joachim Koester & Matthew Buchinkham y Uri Tzaig
Septiembre - Cinema Capacete I / Films de artistas / Festival de Cinema BR 2001 - con Sharon Lockhart, Eija Liisa Ahtila, Dominique Gonzáles-Foester y Brígida Baltar
Junio/Julio - con Miyuki Kawamura, Nobuyoshi Araki + Tsuzuki Kyoichi
Febrero - con Ducha y Hans-Christian Dany
2000
Diciembre/enero 2000/2001 – Producción ejecutiva de PLAGE, corto de Dominique Gonzalez-Foerster
Noviembre 2000 – “Blanche Neige, Lucie” e “L’ellipse”, de Pierre Huyghe y “Riyo”, “Ipanema Theories”, “O Quarto”, de Dominique Gonzalez-Foerster.
Marzo 2000 – “EUVOCÊ (superpronome)” de Ricardo Basbaum e – “UGUANDA COMPRESSIVE FILES”, de Marssares

1999
Diciembre - con Shimabukuro
Octubre/noviembre – Proyecto con Bruno Serralongue – “Jornal do Brasil series”
Agosto – Proyecto con Marssares y Tiago Carneiro da Cunha
Marzo – “White Cue”, de Rubens Mano
1998
Noviembre - con Andrea Fraser y Marcel Dzama
Julio - con Ricardo Basbaum y Ana Infante

Respuestas al cuestionario

PROYECTO DE GESTION INDEPENDIENTE. APROXIMACIONES AL CONCEPTO

¿Cómo define cada proyecto su carácter independiente? ¿Independencia respecto de qué intereses? ¿Qué objetivos supone este carácter? ¿Qué libertades? ¿Qué modos particulares de gestión implica cada iniciativa? ¿Hay innovación en este aspecto?

Helmut Batista: Acredito que cada espaço independente, alternativo, tem sua logica própria de funcionamento que depende de inúmeras variáveis, tais como; situação politica e historica, localização geográfica e situação social, entre outras. Independencia e uma palavra muito perigosa e muitas vezes utilizado de modo inadequado e não condizente com a real situação. O espaço CAPACETE, que inaugurou em 98 num apartamento particular, tinha sua independência devido a esta pequena situaçao politico-social. Independência porém limitada pois dependia da situação dos outros moradores que acabaram por expulsar o CAPACETE. O carater de independência existe somente em forma passageira, em situações particulares e temporais. Portanto acredito que independência e um estatuto que se conquista e não se adiquiri desde início como uma proposta. Não posso considerar me independente so pelo fato de existir de modo que nao seja categorizado no circuito estabelecido. Independência e imposta por mecanismos de atitude e continuidade. A liberdade que daí surge, nada mais é que uma reflexão ao próprio modus operandi, isto é; liberdade não existe sem seu próprio meio em qual se insere e do qual tenta criar sua independência.

Após dois anos de apartamento, o CAPACETe convidou outros artistas a inaugurarem um novo espaço num bairro classe media/baixa chamada Lapa (espaço AGORA/CAPACETE). Para operar criou-se um sistema muito parecido a das Kunsthallen na Alemanha, onde existem sócios financiadores que em contrapartida recebem edições de artistas. Desde modo conseguimos lançar-nos em projetos com mais intensidade e continuidade. A inovação e somente local pois este tipo de atitude filantrópica, no Brasil, é praticamente inexistente.

 

ESPACIOS INDEPENDIENTES Y NUEVAS FORMAS DISCURSIVAS

¿Qué vínculo existe entre la constitución de estos proyectos independientes y la aparición de nuevas formas discursivas en el campo artístico, político, social, etc.? Desde esta perspectiva, ¿cómo afecta el contexto a cada iniciativa?

Helmut Batista: Para falar em novas formas discurssivas, acredito que preciso esperar ainda alguns anos, pois os 5 anos de existência são pouco para fazer uma analise de desenvolvimento que gere real discusão. Acredito que discurso só existe uma vez que a ação a precede de modo real e contínuo. O fato de não existirem outros espaços “independentes” atuando com continuidade impede, por outro lado, o mesmo discurso; pois não ha nada pior que a falta de diálogo por falta de propostas atuantes e semelhantes. O discurso se torno introspectivo e politicamente insustentável.

 

PROPUESTAS CURATORIALES

¿Qué se entiende por curaduría? ¿La práctica curatorial adquiere una orientación precisa --un modelo estable- en cada proyecto de gestión? ¿Desarrollaron experiencias curatoriales compartidas? ¿Realizan proyectos curatoriales multidisciplinares o interdisciplinares? En este sentido, nuevamente, ¿cómo conceptualiza cada espacio la figura del arte?

Helmut Batista: No caso de CAPACETE, a curadoria é um processo adquirido pela contínua atividade. O começo se desenha pela simples atitude de querer produzir projetos que de outro modo não poderiam existir pela falta de estrutura e interesse dos outros mecanismos de produção (galerias, museus e instituições). A continuidade e presença obriga a situação a atuar de forma mais precisa e exige uma definição que chamamos de curadoria. O CAPACETE até ha dois anos atrás, não havia feito projetos que se definem com curadorias, pois os projetos realizados nada mais eram que propostas que passam por canais de interesse pessoal com reflexão ao meu próprio trajeto como artista. Desde 2001 com a participação junto ao Festival de Cinema, o CAPACETE tem tido esta função de organizador e curador pois estava aquí se inserindo em outro organismo cultural que já existia há muito tempo. A exigência que esta situação impõem, me leva a crer que podemos definir a atuação de certos projetos como “curadorias” pois implicam na responsabilidade de um trajeto precorrido que necessita de discurso que transcende as próprias obras em questionamento. Desde então, o CAPACETE vem atuando e buscando parcerias curatoriais em diversas formas, seja esta com o próprio festival, a escola de cinema Darcy Ribeiro onde tem um espaço físico de mostra, ou com convites a outros curadores. A multidisciplinaridade e interdiscplinaridade é um resultado automático disto..

 

PODER, POLITICA, PUBLICO

¿Cómo entiende cada proyecto de gestión los conceptos de “poder” y “política”? ¿Qué postura asume en la relación centro-periferia (concepto en sentido amplio)? ¿Es sostenible este modelo binario? ¿Se inauguran alternativas políticas con la constitución de un proyecto de gestión? ¿Cómo se relaciona cada uno con el orden social? ¿Cómo se describe en cada caso ese orden social? ¿Qué idea se tiene del rol y las características del público?

Helmut Batista: Acredito que o conceito de poder e de política se cria através da sua inserção da continuidade. Através de sua atividade contínua que podemos realmente definir sua intensidade política e atravís desta sua concepção de poder. Não acredito que possamos definir-nos antes de uma prática. A própria prática ha de definir este conceito. Fica claro que entendo nosso objetivo como espaço destinto a este conceito. Acredito que através destas mesmas premissas basicas (da continuidade) criamos também um diálogo centro-periferia, uma vez que qualquer atuação neste sentido da produção cultural independente gere mecanismos dependentes desta mesma periferia. O diálogo que daí emerge e para nos ainda muito virgem e arcedito que ele possa se tornar mais intenso com estratégias bem direcionadas. Acho que fica dificil definir nossa atuação politico/social visto do nosso próprio prisma.

A cidade do Rio de Janeiro vive um momento onde definiçao politica e social está em plena disolução. Atuar como espaço independente num ambiente tão complexo e apolítico é um afronto a si próprio.

 

FINANCIACION

¿Cómo articula cada proyecto de gestión, en lo que respecta a la financiación, la relación con el poder económico y político (empresas, instituciones culturales públicas o privadas, galerías, coleccionismo, gobierno, etc.)? ¿Cómo se elaboran ideológicamente estas relaciones?

Helmut Batista: O espaço CAPACETE passou por diversas transformações nos seus 5 anos de existência. Do apartamento que durou dois anos ate o espaço dentro da escola de cinema Darcy Ribeiro no centro do Rio de Janeiro que ocupa agora, foram ao todo 4 situações de localizaçoes diferentes. A própria história do CAPACETE acaba por influenciar a sequência destes fatores. Nosso primerio mecanismo de sustento financeiro (ainda como espaço Agora/CAPACETE) foi através de sócios investidores que através de mensalidades em troca de edições de artistas possibilitaram a viabilização de um orçamanto mínimo para a existência de sua programação. Após isto, e com a separação do AGORA/CAPACETE, o CAPACETE se projeta para a colaboração com diversas outras entidades e organismos (festival de cinema e escola de cinema Darcy Ribeiro). Em 2002 o CAPACETE recebe uma bolsa da fundação canadense Daniel Langlois para o produção de eventos no ano de 2003. Ate então o CAPACETE nunca vendeu uma obra e nem pretende seguir este caminho comercial pois acredita que isto possa inviabelizar sua atividade como organismo sem fins lucrativos. Sua atividade em relação a outras galerias e instituições e de colaboração para diversos eventos ligados diretamente aos artistas envolvidos. O CAPACETE se intende como instigador do trabalho do artista e pretende funcionar como um agenciador de certas formas de linguagens artísticas.

 

PRODUCCIÓN ARTÍSTICA Y MODOS DE CIRCULACIÓN GLOBALES

¿Cómo se organiza teóricamente y cómo acciona cada proyecto de gestión respecto de la producción artística y los modos de circulación globales? ¿Qué propuestas críticas se elaboran? ¿Qué objetivos se persiguen en el intercambio / colaboración con artistas e instituciones de otros países? ¿Se fomenta la inserción de la producción local en un ámbito global? ¿En qué sentido? ¿Qué sentido tiene?

Helmut Batista: Desde o início o CAPACETE incentivou o intercâmbio com artistas de outros paises. Sua agenda de produção e praticamente equilibrada entre artistas nacionais (jovens) e artistas internacionais. Acredito que esta agenda internacional seja um caminho necessário e enriquecedor para quebrar o gelo de um discurso muito auto-centrado como se tem observado na cidade do Rio de Janeiro. Para manter a agenda internacional colaboramos com diversas entidades, galerias e instituiçoes internacionais que viabelizam as produções. Desde 2000 abrimos também uma residência de artista em conjunto com o governo francés, e desde 2003 em conjunto com a organização finlândesa HIAP, que permite a artistas internacionais receberem bolsas para projetos no Rio de Janeiro. Outra atuação em forma de intercâmbio sao bolsas para artistas que conseguimos desenvolver com outras organizações sendo a GASWORKS de Londres a mais recente. Nesta colaboração serao produzidos 5 catálogos de artistas e 3 bolsas para londres e 2 para artistas ingleses aquí no Rio de Janeiro.

 

ARTE CONTEMPORANEO E HISTORIA

¿Cómo interactúa cada proyecto de gestión con la tradición artística del contexto en el que se desarrolla? ¿Cómo interactúa con la tradición del arte contemporáneo internacional (europeo-estadounidense) y global (mundo descentrado)? ¿Qué se entiende, en cada caso, por tradición artística? ¿Existe tal tradición? ¿Se propone una revisión de las tradiciones establecidas?

Helmut Batista: Este e uma discussão a ser desenvolvida por historiadores e críticos de arte. Não acredito muito em tradiçao artística num mundo globalizado. Muito pelo contrário, acho extremamente perigoso falar em tradição artística pois cria uma discusão auto-centrada que não se relaciona com nossa era de movimento de massas, etc.

 

CONTEXTO LOCAL

¿Cuál es la situación actual de la producción artística local? ¿Cuál es el compromiso de los artistas en el sostenimiento y desarrollo de cada proyecto de gestión? ¿Existen redes de convenios locales no financieros, entre proyectos de gestión afines? ¿Con otras instituciones? ¿Con el Estado? ¿Qué consecuencias trajo la colaboración con otras instituciones?

Helmut Batista: A situação artistica do Rio de Janeiro e muito instigante e rica. A cidade do Rio de Janeiro com sua peculiar situação socio-geográfica e uma fonte sem fim para projetos e questionamentos sobre cultura contemporânea. Dentro do contexto do espaço, tentamos incentivar que o artista participe o mais possível de todo o processo de produção. É claro que isto muda muito de projeto em projeto e de artista em artista. Ha alguns anos tem tido muita iniciativas em desenvolver diversos projetos em ambitos alternativos porém sem durabilidade, tornando tudo muito efêmero e sem uma real construção de memória. Isto tem provocado um sistema muito frágil e desorganizado criando vacuos nos diversos níveis de produção, seja a nível institucional ou privado.

 

POLITICAS DE PRENSA Y DIFUSION

¿Cuáles son los canales usuales de difusión de sus actividades? ¿Cómo es la situación de la prensa artística local? ¿Hay medios especializados?
¿Desarrollaron experiencias no usuales para la difusión de las actividades? ¿Cuál fue el resultado? La dinámica propia de un proyecto de gestión independiente, e incluso la incursión en nuevas áreas de trabajo, ¿son enunciados políticos que se hacen públicos mediante una estrategia de prensa, o simplemente se deducen por la difusión de las actividades que representan estas nuevas direcciones?



Helmut Batista: O CAPACETE não tem tido muita reação das mídias locais. Talvez por falta de uma estratégia direcionada ou talvez também por não acreditar que a mídia atual e existente convém as intenções de sua própria atuação. Acredito que e de extrema importância que a mídia so e benéfico se ela mesmo tiver um conceito e editores que entendam realmente nossa pretensao. A mídia por ela mesmo pode ter, deste ponto de vista, um lado muito mais destruitivo que produtivo. Utilizamos nossa mala direta email como vehiculo de divulgação, não so por seu custo baixo mas também pela sua facil manutenção.

 

DESARROLLO EDITORIAL

¿Existe una política de desarrollo editorial? Para cada muestra o actividad, ¿se genera un contenido teórico? ¿Se publica? ¿Cada muestra es acompañada de un texto crítico? ¿Qué áreas del pensamiento intervienen en estos textos? ¿El público en general accede a estos textos?

Helmut Batista: Desde o começo o CAPACETE produziu impressos que traziam entrevistas com os artistas em questão. Esta iniciativa permanece ate hoje. Com a separação do espaço AGORA, o CAPACETE lança seu jornal PLANETA CAPACETE que e uma publicação trimestral e gratuita distribuída em todo o país. Este jornal possibilita uma divulgação de outras temáticas mais abrangentes e envolve outros artistas, críticos na sua elaboração. O próprio jornal e um vehículo de experimentação editorial pois cada número e desenhado e concebido por um artista convidado.

 

FIGURAS JURIDICAS

¿Los proyectos de gestión están encuadrados dentro de una figura jurídica? ¿Es necesario? ¿Cumplen con los requisitos legales que implica ser parte de una figura asociativa determinada? ¿Trajo algún beneficio especial estar encuadrado en esa figura? ¿Los artistas forman parte de esta asociación? ¿Y el público? ¿Los proyectos de gestión son asociaciones sin fines de lucro o asociaciones comerciales?

Helmut Batista: Até então o CAPACETE era um organsimo sem pessoa jurídica. Desde julho 2003 passa a ser um organismo sem fins lucrativos devido a necessidade de trabalhar com outras instituições sem fins lucrativas. Para seu futuro isto se tornou imprecindível.

 

SEDE FISICA

¿Los proyectos de gestión ocupan espacios físicos a la calle? ¿Esto implica mayor visibilidad? ¿Tienen un horario restringido? ¿Es de acceso libre y gratuito? ¿Es aconsejable que el público no abone una entrada?

Helmut Batista: Desde o começo o CAPACETE ocupou diversos locais, tanto como sede fixa como para projetos específicos de artistas. Desde 2003 ele ocupa uma sede dentro da escola de cinema Darcy Ribeiro que lhe foi sedida gratuitamente o que facilita o gerenciamento financeiro. A questão da sede fixa vem tornando-se muito necessária, pois após 5 anos de produçao fica claro que o material adiquirido e produzido so pode se tornar mais acessível ao público maior se houver um acesso físico melhor e mais regularizado. Para tal temos horário e uma programação com continuidade.

Dossier participantes

ESPACIO AGLUTINADOR
GALERIA METROPOLITANA
ESPACIO LA REBECA
HOFFMANN’S HOUSE
ESPACIO CAPACETE
PROYECTO TRAMA
PROYECTO DUPLUS